quinta-feira, 23 de julho de 2015

Os Homens que Odeiam as Mulheres - Opinião

Título: Os Homens que Odeiam as Mulheres
Série: Millennium (livro 1)
Autor: Stieg Larsson
Editor: Oceanos
Edição/ Reimpressão: 2008
Páginas: 539







Sinopse:

O jornalista de economia MIKAEL BLOMKVIST precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro HANS-ERIK WENNERSTÖM e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. HENRIK VANGER, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem LISBETH SALANDER. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.

Opinião:

Este era um livro que já queria ler há muito, muito tempo. Toda a gente falava bem do livro, toda a gente falava bem do filme, e eu sem conhecer nenhum dos dois. Decidi então incluir esta leitura na Maratona Literária de Inverno.
Confesso que pensava que o livro era outra coisa completamente diferente, não sei bem explicar como, só que estava à espera de outra coisa (também nem se quer li a sinopse).
Mikael Blomkvist, um jornalista da revista Millennium, é julgado por difamação e condenado a 3 meses de prisão. Para tentar salvar a revista, decide afastar-se por uns tempos. É, neste momento, que começa a sua missão de descobrir o que aconteceu a um membro da família Vanger que desapareceu há cerca de 40 anos. Ao longo desta história acompanhamos também Lisbeth Salander que consegue descobrir quase tudo sobre qualquer pessoa e que vai enfrentar também os seus próprios problemas.
Gostei bastante das duas personagens principais, Mikael e Lisbeth, apesar de estarem longe de serem perfeitos, o que os torna mais reais.
Este é um livro que nos faz formar inúmeras teorias, à medida que vamos passando as páginas mas eu, pelo menos, não fui certeira em nenhuma das minhas, embora tenha estado perto em uma.
Gostei bastante do livro, é daqueles em que estamos ansiosos para saber o que afinal se passou. Recomendo vivamente. Agora quero ver o filme e ler os restantes dois volumes.


terça-feira, 21 de julho de 2015

Maus - Opinião

Título: Maus
Autor: Art Spiegelman
Editor: Bertrand Editora
Edição/ reimpressão: 2014
Género: Banda Desenhada - Histórica
Páginas: 296







Sinopse:

Maus ("rato", em alemão) é a história de Vladek Spiegelman, judeu polaco sobrevivente de Auschwitz, narrada por si próprio ao filho, o cartoonista Art Spiegelman. O livro é considerado um clássico contemporâneo da BD. Foi publicado em duas partes: a primeira em 1986 e a segunda em 1991. No ano seguinte, o livro ganhou o prestigioso Prémio Pulitzer de literatura.
A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica. Desde que foi lançada, tem sido objeto de estudos e análises de especialistas de diversas áreas - história, literatura, artes e psicologia. Com uma nova tradução, o livro é agora relançado com as duas partes reunidas num só volume. 
Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazis ganham feições de gatos; os polacos não-judeus são porcos e os americanos, cães. Este recurso à imagética da fábula, aliado à ausência de cor, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto. Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. 
De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo da BD e da literatura em geral, e um relato histórico de valor inestimável.


Opinião:


Esta foi a primeira Banda Desenhada que li a sério. Quando era pequenina lia as revistas das WITCH, que tinha uma secção de BD, que eu gostava de ler mas não fez com que tivesse vontade de ler mais do género.


Como ouvi falar tão bem deste livro, queria experimentar ler uma BD e o tenho bastante interesse pelo tema, decidi que estava numa boa altura para o ler.

Confesso que não foi assim tão simples iniciar esta leitura. No princípio quase só dava importância às falas, não ligando muito às ilustrações, que são fundamentais nestas leituras. Mas à medida que fui avançando, este facto foi-se alterando e consegui aproveitar muito melhor a obra.


Algo que também me fez um pouco de confusão inicialmente foi a linguagem de Vladek, que como era um imigrante não sabia falar corretamente, e este aspeto manteve-se na tradução. Claro que torna o livro muito mais real, mas custou-me a habituar.


A história baseia-se em Vladek a contar as suas experiências durante o holocausto ao seu filho, Art, que quer escrever um livro sobre o assunto. O livro é então constituído por duas histórias, a do presente e a do passado. Por vezes queria saber o que se tinha passado a seguir no holocausto mas esta parte era interrompida pelo presente.


Esta é uma maneira diferente de contar mais uma história dos tempos do holocausto, através de quadradinhos e em que as diferentes nacionalidades/raças são retratadas por diferentes espécies de animais: Judeus - ratos; Nazis - gatos; Polacos - porcos; Americanos - cães.

Não me consegui identificar com nenhuma das personagens. Apesar de perceber as dificuldades e terror por que Vladek passou, acho que estas não são razão para o homem em que se tornou, pensando que só ele é que sabe fazer as coisas e sempre a desconfiar da atual companheira, que faz tudo por ele. Por outro lado, penso que o Art também se poderia esforçar mais um pouco para apreciar a companhia do pai, mesmo este tendo o seu feitio. Por vezes, dava-me a sensação que Art só ia ter com ele por causa da sua história, se houvesse qualquer outro motivo para a visita, tentava-se sempre escapar.

Apesar destes pontos menos positivos, gostei muito do livro, é de um tema em que tenho bastante interesse e que foi contado de uma forma diferente e original. Recomendo.




segunda-feira, 20 de julho de 2015

#MLI2015 - Balanço da 2ª semana e Perspetivas para a 3ª

Esta semana já correu melhor do que a primeira, mas mesmo assim esteve longe de correr como gostaria. O tema era Thriller, Suspense e/ou Terror.

Tinha planeado a leitura de Os Homens que Odeiam as Mulheres e A Regra dos 2 Minutos. Consegui terminar os dois, embora o último tenha acabado apenas hoje. Foram duas leituras muito boas. 
Ia com grande expetativas para Os Homens que Odeiam as Mulheres, e foram completamente superadas, embora a história não fosse nada do que estava à espera eheh. Por outro lado, não estava com grandes esperanças para A Regra dos 2 Minutos. Por isso foi uma agradável surpresa, a história também é muito boa! Recomendo a leitura dos dois.

O livro Os Homens que Odeiam as Mulheres completa o desafio de ler um livro com mais de 400 páginas.

 

Li ainda mais um bocado de O Pacífico de Lés-a-Lés embora tenha sido pouquito. Vou tentar avançar mais nesta semana.


Para a terceira semana, que tem o  tema YA contemporâneo, Romance e/ou Drama planeio ler Madame Bovary (que já iniciei mas que esteve em pausa durante duas semanas), O Monte dos Vendavais e Um País para Lá do Azul do Céu.

  

Vou ter mais tempo esta semana, mas tenho aqui dois clássicos. Estou com medo, muito medo! Eheh mas também um pouco curiosa para ver no que vai dar.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

TAG - No País das Maravilhas


A Carla da Atmosfera dos Livros passou-me esta TAG. Como podem ver, vou responder, mas confesso que não conheço quase nada da história, nunca li nenhum livro ou vi algum filme relacionado com a Alice no País das Maravilhas. Mas como até gosto de TAG's aqui vamos nós, até pode ser que me faça ter vontade de mudar esta situação.

1 - Alice - Um livro que te fez cair num mundo completamente diferente


Nárnia, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa - Apesar de ser o primeiro livro que nos mostra como Nárnia é criada, para mim é neste segundo livro onde se percebe toda a beleza e magia deste mundo.

2 - Chapeleiro louco - Um livro com um protagonista louco


Gone Girl - Acho que já toda a gente que leu o livro ou viu o filme concorda com isto.


3 - Coelho Branco - Um livro que te  atrasou a leitura


Chocolate - Apesar de este livro ser pequeno, a história não me agradou muito e, por isso, demorei bastante tempo a lê-lo, atrasando as minhas leituras em geral.


4 - Gato - Um livro que te fez rir muito


O Marciano - Não é um livro propriamente de comédia, mas acho o protagonista uma pessoa com um sentido de humor excecional. Apesar do tema complicado, acaba por ser um livro divertido.


5 - Lagarta Azul - Um livro que te fez refletir


A Doçura da Chuva - Um dos meus livros preferidos, que me fez refletir sobre a forma como olhamos/lidamos com pessoas com necessidades especiais.


6 - Tweedledee e Tweedledum - Dois livros que são parecidos


A Filha da Floresta e A Última Feiticeira - Os primeiros livros de duas séries que adoro e que têm várias parecenças entre eles, mas que ficam apenas entre estes dois volumes.


7 - Rainha de Copas - Um livro cujo autor adora matar personagens


As Dez Figuras Negras - Este é um livro com mais do que uma morte. Foi o primeiro livro que li de Agatha Christie e é o meu preferido dela.


Não vou taguear ninguém, mas quem quiser responder que se sinta à vontade!


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Danças na Floresta - Opinião

Título: Danças na Floresta
Autor: Juliet Marillier
Editor: Bertrand Editora
Edição/ reimpressão: 2008
Género: Romance Fantástico
Páginas: 336







Sinopse:

Este livro da autora é inspirado no conto de fadas As Doze Princesas Bailarinas. É a história de cinco irmãs intrépitas, em luta com quatro criaturas sinistras, três misteriosos presentes mágicos, dois amantes proibidos e um sapo enfeitiçado. Há muitos mistérios na floresta. Jena e as suas irmãs partilham o maior de todos, um segredo fantástico que lhes permite escapar à vida diária nos campos da Transilvânia, e que mantiveram escondido durante nove anos. Quando o seu pai adoece e tem de abandonar o seu lar na floresta durante o Inverno, Jena e a sua irmã mais velha, Tati, ficam encarregues de cuidar da casa e das outras irmãs. O surgimento de uma misteriosa jovem de casaco preto faz nascer o amor numa das irmãs e, subitamente, Jena apercebe-se que tem de lutar para salvar aqueles que lhe são mais queridos. Acompanhada por Gogu , Jena tem de enfrentar grandes perigos para preservar não só as pessoas que ama, como também a sua própria independência e a da família.

Opinião:

Juliet Marillier é uma das minhas autoras preferidas. Adorei todos os livros que li dela, nunca houve nenhum que me desiludisse. Mas já há algum tempo que não lia nada dela, por isso quando a Carla da Atmosfera dos Livros me sugeriu a sua leitura conjunta, não foi difícil aceitar.

Este é um livro um pouco diferente dos outros da autora, mas continua a ser uma fantasia apaixonante. A escrita da autora é maravilhosa, faz-nos querer continuar sempre a ler. Apesar de ter alguns acontecimentos previsíveis, houve outros que me conseguiram surpreender.

Gostei muito da Jena e do Gogu, achei-os personagens muito fortes, que foram crescendo bastante ao longo da história. Também gostei muito da Paula, é sempre importante alguém inteligente eheh. Por outro lado, não fiquei grande fã da Tati, achei algumas atitudes dela, principalmente do meio do livro para o fim, um "pouco" exageradas e que se não fosse Jena, poderia ter deixado as irmãs ficar mal.

Li este livro em inglês e achei o nível bastante fácil. Aconselho vivamente a todos os que gostam de fantasia. Fico ansiosa por ler o outro livro da duologia, a série Shadowfell e O Lago dos Sonhos.



terça-feira, 14 de julho de 2015

#MLI2015 - Balanço da 1ª semana e Perspetivas para a 2ª

Para a primeira semana da Maratona Literária de Inverno tinha planeado a leitura de dois livros: A Cidade dos Ossos e Danças na Floresta. Como tenho andado a ter aulas de inglês de manhã e fui passar três dias fora, isto acabou por não correr muito bem. Nem sequer iniciei A Cidade dos Ossos, e apenas consegui terminar Danças na Floresta no primeiro dia desta segunda semana. No entanto também iniciei o livro O Pacífico de Lés-a-lés uma vez que não estava enquadrado em nenhuma das semanas temáticas e como é um género diferente do que estou habituada, decidi intercalá-lo com as restantes leituras.

 


O livro Danças na Floresta não estava presente na minha lista para cumprir os desafios mas acaba por poder substituir A Cidade dos Ossos, no desafio de começar e/ou iniciar uma série, trilogia ou duologia. Para já não vou tentar ler o que ficou para trás, se depois vir que tenho tempo lá o farei.

Para esta segunda semana, que tem como tema Thriller, Suspense e ou Terror, tenho planeadas as leituras de Os Homens que Odeiam as Mulheres e A Regra dos 2 Minutos. Como este último não se insere em nenhum dos desafios vou dar prioridade ao primeiro. Vou ainda continuar a leitura de O Pacífico de Lés-a-Lés.

 


Sei que esta maratona não está a começar da melhor maneira, mas quando acabar de o curso de inglês vou poder ler mais à noite, como eu gosto, e penso compensar nessa altura.

P.S. Os Homens que Odeiam as Mulheres pode ser considerado como thriller não pode?

terça-feira, 7 de julho de 2015

All the Bright Places - Opinião


All the Bright Places de Jennifer Niven

Sinopse (em português do Brasil):


Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.


Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

Opinião:

Depois de ler algumas opiniões positivas deste livro e de ler a sinopse, fiquei com imensa curiosidade sobre o mesmo e decidi lê-lo. Achei o tema do suicídio nos adolescentes um assunto bastante interessante e quis saber onde iria dar.

Esta história é-nos contada através dos pontos de vista dos dois personagens principais - Finch e Violet - que por motivos diferentes encontraram-se perto de cometer suicídio. Depois de Finch salvar Violet deste destino, vai também impôr-lhe a parceria num trabalho da escola, que os leva a visitar diversos lugares do estado onde moram. 

Gostei bastante da Violet, que apesar de ser uma rapariga popular não é uma pessoa fútil e que só pensa nela, apesar de que sofreu um grande desenvolvimento ao longo de toda a história. Mas o Finch, apesar de ser o esquisito da escola e de ter períodos de instabilidade, é uma pessoa fantástica e que, apesar de todos os seus problemas, faz de tudo para restituir a alegria de viver a Violet. Enquanto Violet tem os pais que a adoram e se preocupam imenso com ela, fazendo de tudo para que ela retorne ao normal, a família de Finch é um pouco desestruturada, com uma mãe pouco presente e um pai violento que só está com os filhos uma vez por semana. De alguma maneira, a diferença familiar destes dois fez-me lembrar um pouco de Eleanor & Park, embora ao contrário.

O final é algo que nos faz estar mais atentos ao que nos rodeia e que é preciso um grande um esforço para o compreender. Depois de umas horitas consegui fazê-lo e aceitá-lo.

É um pouco difícil falar mais sem dar spoillers. Achei um livro bastante interessante, com uma história relativamente leve e descontraída mas ao mesmo tempo forte. Espero que este livro seja traduzido por cá, acho mesmo que o merece.