Título: O Monte dos Vendavais
Autor: Emily Brontë
Editor: Civilização Editora
Edição/ reimpressão: 2012 (1ª publicação em 1847)
Género: Romance
Páginas: 312
Sinopse:
Este foi um livro que, no geral, adorei. É um dos meus clássicos preferidos que li até agora e tenho a certeza que esta história me vai ficar na cabeça por muito tempo. É bem provável que o volte a reler um dia, e eu não sou muito de releituras. Recomendo!
Sinopse:
Mr. Lockwood aluga uma casa no Yorkshire para uma calma temporada no campo. Contudo, certa noite, ao ver-se forçado a pernoitar na obscura mansão de Wuthering Heights à conta de uma forte tempestade, irá descobrir e quase reviver os tormentosos acontecimentos aí ocorridos anos antes, e que perduram no tempo como uma terrível maldição.
O Monte dos Vendavais centra-se na relação intensa entre Heathcliff, um jovem cigano adotado, e Catherine Earnshaw, a filha do próspero patriarca que acolhe Heathcliff no seio da sua família, e explora magistralmente as consequências trágicas da escolha que Catherine teve obrigatoriamente de fazer entre o amor de Heathcliff e as obrigações sociais a que estava sujeita por condição e nascimento. Esta é uma história de amor intenso e trágico que o tempo há muito consagrou.
Opinião:
Este era um dos clássicos que mais tinha curiosidade em ler e dos quais ouvia falar há mais tempo, apesar de não saber absolutamente nada sobre a história. Mas as opiniões eram contraditórias: muitas pessoas adoraram e muitas não gostaram. Eu tinha medo de me inserir no segundo grupo.
Acho que este foi o primeiro livro que li em que o narrador (presente) não era a personagem principal - pelo menos eu não o considerei como tal. A verdade é que não sabemos praticamente nada sobre ele. Apesar de ter estranhado, não desgostei.
Foi um pouco difícil sintonizar-me na história, saber quem era quem no meio de passado e presente. Qualquer momento de distração me fazia ter de voltar atrás. Mas este retorno juntamente com a observação atenta da árvore genealógica presente no início do livro, fez com que me sentisse cada vez mais à vontade com a história e a poder desfrutá-la melhor.
Achei a escrita da autora fenomenal, nada maçadora e bastante apelativa. A história também é muito boa, com algumas surpresas. Para a altura em que foi escrito, acho que é mesmo uma obra-prima.
No entanto, não houve nenhuma personagem com que me identificasse muito, cada uma tinha um defeito pior que o da outra. Mas nos casos em que não era exagerado, até tornou a história mais real.
Este foi um livro que, no geral, adorei. É um dos meus clássicos preferidos que li até agora e tenho a certeza que esta história me vai ficar na cabeça por muito tempo. É bem provável que o volte a reler um dia, e eu não sou muito de releituras. Recomendo!






















