sábado, 15 de agosto de 2015

Pegadas na Areia - Opinião

Título: Pegadas na Areia
Autor: Margaret Fishback Powers
Editor: Estrela Polar
Edição/ reimpressão: 2009
Género: Memórias e Testemunhos
Páginas: 160






Sinopse:

Quase todas as pessoas já leram ou ouviram, pelo menos uma vez, o poema Pegadas na Areia. Alguém observa a trajectória da sua vida na forma de pegadas deixadas na areia. Ao lado das suas, há outro par de pegadas, numa metáfora de que o senhor caminha sempre ao lado daqueles que n’Ele confiam. 

O poema Pegadas na Areia foi escrito em 1964 por Margaret Fishback, uma jovem que procurava orientação numa encruzilhada da sua vida. 
A criação do poema, a sua perda subsequente e a sua espantosa redescoberta estão interligados com a história do encontro de Margaret com o seu marido Paul e os desafios e alegrias da sua vida em conjunto. 
Esta história proporcionará renovação espiritual e emocional a qualquer leitor que queira conhecer a verdadeira origem de um poema que, ao longo de décadas, passando de mão em mão, impresso, divulgado na Internet, dito, atribuído aos mais variados autores ou a nenhum, tem inspirado e confortado muitos milhares de pessoas no mundo inteiro. 


Poema:



Uma noite eu tive um sonho.
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor

e através do Céu, passavam cenas da minha vida.

Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados

dois pares de pegadas na areia;

Um era meu e o outro do Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou

Diante de nós, olhei para trás, para as pegadas

Na areia e notei que muitas vezes, no caminho da
Minha vida havia apenas um par de pegadas na areia.

Notei também, que isso aconteceu nos momentos

Mais difíceis e angustiosos do meu viver.

Isso entristeceu-me deveras, e perguntei

Então ao Senhor.

"- Senhor, Tu me disseste que, uma vez
que eu resolvi Te seguir, Tu andarias sempre
comigo, todo o caminho mas, notei que
durante as maiores atribulações do meu viver
havia na areia dos caminhos da vida,
apenas um par de pegadas. Não compreendo
porque nas horas que mais necessitava de Ti,
Tu me deixastes."

O Senhor me respondeu:

"- Meu precioso filho. Eu te amo e

jamais te deixaria nas horas da tua prova
e do teu sofrimento.
Quando vistes na areia, apenas um par
de pegadas, foi exactamente aí que EU,
nos braços...Te carreguei."

(Imagem retirada daqui)

Opinião:

Este era um livro que já tinha na estante há uns bons anos e nem sei como foi lá parar. Não tinha interesse nenhum em lê-lo. Mas depois surgiu a Maratona Literária de Inverno com a categoria "Ler um livro com figuras ou ilustrações". Lá andei a espreitar os livros cá de casa e só este é que se enquadrava minimamente. Como até era fininho lá pensei "E porque não? É menos um livro por ler na estante".



Não sabia quase nada sobre ele, só que era sobre um poema que não sabia qual era mas que pensava não conhecer, uma vez que os meus conhecimentos a este nível são muito, muito poucos. Também não sabia que a autora do livro e poema era tão crente e devota a Deus.

Quando abri o livro, deparei com um cartãozinho, parecido com um marcador que continha o poema. Eu lá li e afinal conhecia, já tinha ouvido há muitos anos, talvez na catequese, não sei e até tinha gostado. O meu interesse no livro aumentou um pouquinho.



Este livro conta-nos a história de vida de Margaret desde os tempos de solteira até ser casada e ter duas filhas crescidas. Fala-nos da maneira como se voltou para Deus, das provações por que passou e como fez para resolvê-las.

Entre a leitura pesquisei o poema na internet e vi que era de autor desconhecido. Fiquei um pouco de pé a trás, a pensar que se calhar grande parte do que estava a ler era falso e tinha sido só uma maneira de ganhar fama e dinheiro. Mas a dada altura, é dada uma explicação para este acontecimento e já fiquei mais descansada. Não sei se acredito a 100%, mas é plausível.

Esta foi uma leitura completamente diferente do que estou habituada. Mas não foi desagradável, aliás, até achei algumas partes interessantes. A história de vida é como muitas outras, nem tudo é um mar de rosas, ela não é perfeita como as outras pessoas também não o são. Mas vai fazendo também algumas reflexões como a sua vida de crente em Deus e o que pode fazer para melhorar as suas atitudes. No entanto, principalmente na parte final, achei que estas reflexões já estavam a ser um pouco repetitivas.

Concluindo, foi uma leitura diferente e interessante. Mas não pretendo ler mais nada do género.



sexta-feira, 14 de agosto de 2015

TAG Dias da Semana em Livros

Outra TAG para a qual a Carla me nomeou. Vamos lá então responder :)

Domingo:Um livro que não queres que termine ou não quiseste que terminasse.





Segunda-feira:Um livro que tens preguiça de começar.

Mar de Papoilas

Terça-feira:Um livro que te custou a ler ou leste por obrigação. 



Quarta-feira:Um livro que deixaste pela metade ou estás a ler no momento.


Estou a ler mas não ficou longe de ficar pela metade


Quinta-feira:Um livro que não recomendas. 



Sexta-feira:Um livro que queres que chegue já à tua estante (lançamento ou compra).

O Lago dos Sonhos (Blackthorn & Grim, #1)

Sábado:Um livro que quiseste começar novamente assim que terminou.

Harry Potter e os Talismãs da Morte (Harry Potter, #7)

(A série completa)

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Admirável Mundo Novo - Opinião

Título: Admirável Mundo Novo
Autora: Aldous Huxley
Editora: Coleção Dois Mundos
Edição/ reimpressão: 2001 (1ª edição em 1931)
Género: Ficção Científica
Páginas: 280







Sinopse:

Publicado em 1932, Admirável Mundo Novo tornar-se-ia um dos mais extraordinários sucessos literários europeus das décadas seguintes. O livro descreve uma sociedade futura em que as pessoas seriam condicionadas em termos genéticos e psicológicos, a fim de se conformarem com as regras sociais dominantes. Tal sociedade dividir-se-ia em castas e desconheceria os conceitos de família e de moral. Contudo, esse mundo quase irrespirável não deixa de gerar os seus anticorpos. Bernard Marx, o protagonista, sente-se descontente com ele, em parte por ser fisicamente diferente dos restantes membros da sua casta. Então, numa espécie de reserva histórica em que algumas pessoas continuam a viver de acordo com valores e regras do passado, Bernard encontra um jovem que irá apresentar à sociedade asséptica do seu tempo, como um exemplo de outra forma de ser e de viver. Sem imaginar sequer os problemas e os conflitos que essa sua decisão provocará. Admirável Mundo Novo é um aviso, um apelo à consciência dos homens. É uma denúncia do perigo que ameaça a humanidade, se a tempo não fechar os ouvidos ao canto da sereia de uma falsa noção de progresso.

Opinião:

Este era um livro que me despertava a curiosidade há algum tempo. Aproveitei a leitura conjunta do grupo Clube de Leitores em português no goodreads para finalmente o ler.

É um livro com uma ideia bastante interessante. Na sociedade futura nada é como o que existe hoje, o que é normal é considerado uma aberração nessa altura. As pessoas são criadas em provetas, família é algo que não existe, a solidão é fortemente desencorajada, a monogamia é impensável e as pessoas estão divididas em 5 castas. Achei tudo isto brilhante, ainda para mais para a altura em que foi escrito.

Fez-me pensar bastante. O que será melhor ou pior? Sermos livres e podermos tomar as nossas opções  e ter as nossas opiniões conscienciosamente ou sermos condicionados para podermos ser felizes? Muitas vezes quando perguntamos a alguém o que mais quer na vida, a sua resposta é querer ser feliz. Mas será que esta felicidade será assim tão boa se formos quase obrigados a tê-la, se ela não depender em nada de nós e se nos for imposta por outros? Sinceramente não sei o que pensar, talvez seja melhor termos alguma escolha.

Achei bastante interessante o conceito de hipnopedia e maneira como era usada. Embora não concorde muito com os ensinamentos transmitidos.

Gostei mais das ideias e de conhecer este mundo do que da história em si. Bernard desiludiu-me um pouco. O Selvagem, que poderia demonstrar melhor a sociedade atual (ou vá, de 1931), também teve algumas atitudes bastante exageradas na minha opinião.

É um livro que recomendo, principalmente a quem gosta de distopias.


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Baloiço Vazio - Opinião

Título: Baloiço Vazio
Autora: Carla Lima
Editora: Pasteleira Studios Editora
Edição/ reimpressão: 2014
Género: Romance
Páginas: 85







Excerto:

"Eu deitada na cama, de barriga para cima, com os olhos fechados e os braços cruzados sobre o peito,
- O que estás a fazer?
-Estou a fingir que estou morta
- Porquê?
- Porquê me apetece. Importas-te?
- Mas porquê?
- Porque antes estar morta do que viver assim
- Assim como?
- Numa prisão
- Numa prisão?
-Estou presa a ti
- Estamos presos um ao outro
- Nem a fingir de morta me deixas em paz"


Opinião:

Desde que li este excerto pela primeira vez, há uns meses, que fiquei com bastante vontade de ler o livro. Por sorte, ganhei-o num passatempo no blog O Prazer das Coisas.

Este é um livro totalmente diferente de tudo aquilo que já li. Não é composto pelos convencionais capítulos, mas antes por trechos relativamente pequenos e praticamente à base de diálogos. 

Por ter esta estrutura e ter apenas 85 páginas, lê-se de uma assentada só. Por isto e por querermos saber o que vai aparecer a seguir.

É um livro que nos deixa o tempo todo na dúvida, ficamos sem saber o que realmente se está a passar. É algo completamente diferente.

Quero referir ainda que também gostei muito do prefácio de Carolina Cordeiro.



terça-feira, 11 de agosto de 2015

Do livro ao filme - Os Instrumentos Mortais: A Cidade dos Ossos - Opinião


Nome original: The Mortal Instruments: City of Bones 
Diretor: Harald Zwart
Atores: Lily Collins (Clary), Jamie Campbell Bower (Jace), Kevin Zegers (Alec), Jemima West (Isabelle), Robert Sheehan (Simon), Lena Headey (Jocelyn)
Duração: 130 min



Antes de ver o filme já sabia que não tinha sido muito bem aceite pelos fãs dos livros, tanto que não iria haver continuação, mas quis ver na mesma. E compreendo perfeitamente o porquê.

O filme muda imenso a história do filme, fica a faltar muita coisa importante e interessante. Acrescenta coisas que, a meu ver, não trazem nada de benéfico.

Também não gostei muito dos atores escolhidos, principalmente do Jamie Campbell Bower no papel de Jace. Não sei bem explicar, mas até me fazia um pouco de impressão olhar para ele, não me fazia parecer nada o Jace do livro.

Mas nem tudo é mau, gostei dos cenários em geral, principalmente do Instituito. Bem, para ser sincera, adorei-o eheh. Esmeraram-se nessa parte.

Apesar de tudo isto, acho que para quem não leu o livro, o filme até pode ser bom, a história é interessante, os cenários são bonitos, dá para rir, tem ação e banda sonora também não é má. Se tivesse de dar uma classificação seria de 4/10 tendo em conta ser uma adaptação e talvez 6 ou 7/10 considerando o filme por si só.

Foi há pouco tempo anunciado que estão a iniciar uma série televisiva com base nos livros. Penso que com este formato é muito mais fácil serem fiéis ao original e, por isso, estou confiante que vai sair um bom trabalho.

Vocês já viram este filme? O que acharam?


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

The Summer Book TAG

(Imagem retirada daqui)

Fui nomeada para responder a esta TAG  com sabor a Verão pela Carla da Atmosfera dos Livros.

1. Que livro tem uma capa que te faz pensar em Verão?


2. Que livro iluminou o teu dia?



3. Encontra um livro com capa amarela ou que tenha algo amarelo.


4. Qual a tua leitura de "praia" favorita?

Não vou muito para a praia, mas quando vou levo o ou um dos livros que estiver a ler no momento.

5. Que livro de "ação" te fez correr até ao senhor dos gelados?



6. (Escaldão) Que livro te deixou com um mau final e/ou doloroso?


7. (Pôr-do-sol) Que livro te deu sentimentos felizes quando o terminaste?



8. Que capa te lembra o pôr-do-sol?


9. Que livro ou série esperas ler este verão?




domingo, 9 de agosto de 2015

A Cidade dos Ossos - Opinião

Título: A Cidade dos Ossos
Série: Caçadores de Sombras (livro 1)
Autor: Cassandra Clare
Editor: Planeta
Género: Literatura Fantástica
Edição/ Reimpressão: 2009
Páginas: 415






Sinopse:

No Pandemonium, a discoteca da moda de Nova Iorque, Clary segue um rapaz muito giro de cabelo azul até que assiste à sua morte às mãos de três jovens cobertos de estranhas tatuagens. 
Desde essa noite, o seu destino une-se aos dos três Caçadores de Sombras e, sobretudo, ao de Jace, um rapaz com cara de anjo, mas com tendência a agir como um idiota…

Opinião:

Durante algum tempo fugi um pouco deste livro por ter ouvido tanta coisa à volta dele. Mas depois lá me decidi a experimentar.

Neste livro vemos o mundo da Clary a mudar drasticamente, descobre que não é quem pensava ser e que o mundo que a rodeia é completamente diferente do que ela pensava conhecer. E vai ter de o descobrir por pressão e rapidamente, para poder salvar a pessoa que mais gosta, envolvendo-se em algumas aventuras pelo caminho.

É um livro com humanos, caçadores de sombras, vampiros, lobisomens, feiticeiros, demónios e muitos outros. Ou seja um livro repleto de fantasia, da qual eu já sentia algumas saudades.

Na minha opinião, o ritmo é o certo, não acontecem demasiadas coisas mas também não é muito parado. É um livro que nos faz suster a respiração, rir, ficar triste, pensar "o quê?", ou seja, a sua leitura está cheia de emoções. Aliás, a revelação da parte final deixou-me mesmo perplexa, espero que se resolva nos próximos livros.

Dou-lhe as 4 estrelas apenas porque apesar de gostar, não foi um livro que me arrebatou, que me fez adorá-lo como pensei que iria fazer. Mas estou confiante que os próximos sejam melhores.