terça-feira, 15 de setembro de 2015

A Rapariga que Roubava Livros - Opinião

Título: A Rapariga que Roubava Livros
Autor: Marcus Zusak
Editor: Editorial Presença 
Edição/ reimpressão: 2008 (1ª edição 2005)
Páginas: 463








Sinopse:

Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em "A Rapariga que Roubava Livros", vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra.

Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.
 

Opinião:

Este foi o livro escolhido para a primeira leitura conjunta no grupo Maratonas, Desafios e Leituras Conjuntas no goodreads, no seguimento do tema Regresso à Escola, uma vez que faz parte do Plano Nacional de Leitura.

Admito que o meu entusiasmo para o ler não era muito. E porquê? Porque na altura em que saiu o filme toda a gente falava maravilhas e eu acabei por vê-lo. E foi uma grande desilusão, estava à espera de muito mais, não achei nada de especial. Nem me lembro se na altura sabia que era baseado num livro mas quando soube não tive muita vontade de o ler, mesmo tendo ótimas opiniões. Quando este livro foi o escolhido para a leitura conjunta decidi dar uma oportunidade. Tinha algum receio de não gostar, por já conhecer a história e por apenas ter o ebook em inglês. Pensei sinceramente que iria ser um livro mais difícil de ler neste idioma mas decidi abrir e ler um pouco e se achasse muito complicado ia à biblioteca requisitar em português. Qual não foi o meu espanto quando comecei a ler e não só o inglês era bastante acessível como também a morte - a narradora - me fez de logo ficar bem interessada no livro.

Esta é uma história sobre uma das piores épocas da história contada de uma maneira bem diferente, pelo menos na minha opinião. Temos a morte como narradora e podemos ver que não é má como poderíamos pensar, não tem prazer naquilo que faz. É impossível não gostar de Liesel, apesar dos seus "roubos" é inquestionável que tem bom coração, assim como Rosa e Hans Hubermann, Rudy e Max.

Como leitora que sou adorei ver a paixão de Liesel pelos livros e de como faz passar um pouco desta sua paixão às outras personagens, principalmente a Hans e a Max. Adorei ver também os pequenos livros que Max escreveu, estão realmente muito bons. 

Foi também interessante ver a perspetiva dos alemães "normais", não militares, da realidade durante a 2ª Guerra Mundial, e que também eles sofreram com ela.

Gostei bastante do livro e recomendo a todos, mesmo a quem como eu viu o filme e não ficou convencido. Vou querer revê-lo e acho que vou gostar bem mais porque vou perceber melhor o que se está a passar.





domingo, 13 de setembro de 2015

O Feiticeiro de Oz - Opinião

Título: O Feiticeiro de Oz
Autor: Frank Baum
Editor: Coleção Geração Público
Edição/ Reimpressão: 2004 (1ª edição 1900)
Páginas: 157








Sinopse:

Bem-vindo a um mundo mágico de uma beleza magnífica, onde Dorothy, o cão Totó, o espantalho, o Homem de lata e o Leão cobarde enfrentam desafios e ultrapassam os seus próprios medos, enquanto seguem o seu próprio caminho pela Estrada da Pedra Amarela até à cidade da Esmeralda. Tem cuidado com os macacos voadores e com a Bruxa Má e descobre o segredo de Oz, o Grande Feiticeiro. Numa época em que os melhores contos de fadas eram Europeus Frank Baum escreveu este clássico americano que conta como Dorothy, uma menina de uma pequena quinta do Kansas é levada, juntamente com o seu cão Totó num ciclone para longínqua terra de Oz. Tornar-se-ia mais famoso do que Baum poderia alguma vez imaginar, após Judy Garland ter interpretado Dorothy na versão cinematográfica de 1939.

Opinião:

Não conhecia praticamente nada da história de O Feiticeiro de Oz - o pouco que conhecia deve-se à série televisiva Once Upon a Time. Como este livro era pequenino e havia tanta gente a dizer que adorava decidi finalmente dar uma oportunidade.

Tendo em conta que é um livro que foi escrito para agradar às crianças, achei bem interessante. Gostei bastante da maioria das personagens: da Dorothy, do Espantalho, do Lenhador de Lata e do Leão Cobarde. Já o Oz não me convenceu nada. 


Como o próprio autor refere no início do livro, a história foi escrita para agradar às crianças, para servir de entretenimento, daí que os problemas se resolvem facilmente. Mas não deixa de ser uma história mágica e com algumas mensagens bastante interessantes: como é bom estar em casa, o valor da amizade, como é importante ter inteligência e sentimentos e como temos de confiar em nós próprios, que muitas vezes o que realmente queremos está na verdade já dentro de nós.

Adorei o livro e recomento a miúdos e graúdos sem exceção. E foi quebrada a "maldição" das duas estrelas dos livros desta coleção!


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A Noite de Todas as Almas - Opinião

Título: A Noite de Todas as Almas
Série: Todas as Almas (livro 1)
Autor: Deborah Harkness
Editor: Casa das Letras
Edição/ reimpressão: 2011
Género: Literatura Fantástica
Páginas: 704







Sinopse: 

Num final de tarde de Setembro, quando a famosa historiadora de Yale, Diana Bishop, abre casualmente um misterioso manuscrito medieval alquímico há muito desaparecido, o submundo mágico de Oxford desperta. Vampiros, bruxas e demónios farão tudo para possuir o manuscrito que se crê conter poderes desconhecidos e pistas misteriosas sobre o passado e o futuro dos humanos e do mundo fantástico. Diana vê a sua pacata vida de investigadora invadida por um passado que sempre tentou esquecer: ela é a última descendente da família Bishop, uma longa e distinta linhagem de bruxas de Salem, marcada pela morte misteriosa dos pais quando era criança. E do meio do turbilhão de criaturas mágicas despertadas pela redescoberta do manuscrito surge Matthew Clairmont, um vampiro geneticista de 1500 anos de idade, apaixonado por Darwin. Juntos vão tentar desvendar os segredos do manuscrito e impedir que caia em mãos erradas. Mas a paixão que cresce entre ambos ameaça o frágil pacto de paz que existe há séculos entre humanos e criaturas fantásticas... e o mundo de Diana nunca mais voltará a ser o mesmo... Uma história arrebatadora que mistura História, magia, aventura e romance. Para os leitores de Dan Brown, J.K. Rowling, Stephenie Meyer e Elizabeth Kostova.


Opinião:

Este é um livro com um tipo de fantasia que adoro. Existem quatro "tipos" de criaturas humanóides: humanos, bruxas, vampiros e demónios, cada uns com as suas caraterísticas, umas que já conhecemos e outras que vamos descobrindo.

Gostei bastante de ir descobrindo as singularidades deste mundo fantástico à medida que a Diana também ia descobrindo. Achei também interessante conhecer mais um pouco sobre alquimia. 

Os cenários são também maravilhosos: a biblioteca da universidade, um castelo centenário em França, uma casa com vontade própria. Enfim, o que há para não gostar?

Percebe-se bem que as personagens estão longe de serem perfeitas, mas gostei bastante delas, da Diana, do Matthew, até das tias de Diana e de Marthe e Ysabeau.

Adorei mesmo o livro, um pouco a mistura de Crepúsculo (não torçam o nariz) com Feitiços de Amor e uma pontinha de Outlander. Tudo junto ficou muito bom. Recomendo completamente para quem gosta deste género de fantasia. Tenho de ler os próximos com alguma urgência!



terça-feira, 8 de setembro de 2015

Eu, Malala - Opinião

Título: Eu, Malala
Autor: Malala Yousafzai e Christina Lamb
Editor: Editorial Presença 
Edição/ reimpressão: 2013 (1ª edição 2012)
Género: Biografia
Páginas: 352







Sinopse:

No dia 9 de outubro de 2012, Malala Yousafzai, então com 15 anos, regressava a casa vinda da escola quando a carrinha onde viajava foi mandada parar e um homem armado disparou três vezes sobre a jovem. Nos últimos anos Malala - uma voz cada vez mais conhecida em todo o Paquistão por lutar pelo direito à educação de todas as crianças, especialmente das raparigas - tornou-se um alvo para os terroristas islâmicos. Esta é a história, contada na primeira pessoa, da menina que se recusou a baixar os braços e a deixar que os talibãs lhe ditassem a vida. É também a história do pai que nunca desistiu de a encorajar a seguir os seus sonhos numa sociedade que dá primazia aos homens, e de uma região dilacerada por décadas de conflitos políticos, religiosos e tribais. Um livro que nos leva numa viagem extraordinária e que nos inspira a acreditar no poder das palavras para mudar o mundo.

Opinião:

Penso que esta foi a primeira biografia que li. Não é um género que me chame muita a atenção, mas o facto de ser sobre Malala, uma rapariga paquistanesa que lutou pelo direito à educação e que ganhou o Prémio Nobel da Paz fez-me querer dar uma oportunidade a este livro. 

Para mim, foi bastante interessante perceber o outro lado deste país que foi a casa de Bin Laden e de tantos outros terroristas durante tanto tempo. Quando decorreu o atentado do 11 de Setembro era ainda bastante pequena mas ainda me lembro bem de ver essa notícia horrenda na televisão. A partir daí pensei que todas as pessoas desses países e religião fossem talibã e consequentemente terroristas, também devido a tantos ataques que houve desde aí. 

Com este livro percebi que estava completamente errada. Apesar de essa religião ser machista, na minha opinião, são também um povo bom e gentil. Apenas os talibã quiseram impôr a sua vontade através do medo e da força.

Achei a Malala uma adolescente bastante corajosa, que não se deixou assustar pelas ameças do talibã e continuou a lutar pelo direito de todos à educação, sempre acompanhada pelo seu pai.

Apesar de ser a primeira biografia que li, não é de todo um livro chato, a leitura flui bem. Não conhecemos só a luta de Malala e as imposições dos talibã mas também como era o Paquistão antes de eles aparecerem e como era a sua cultura.

Vi alguns comentários de algumas pessoas da mesma região dela a dizerem que nem tudo o que ela relata é verdade, mas uma vez que não tenho como saber se são verdadeiros ou não e como não deixa de ser uma grande história, uma grande lição de vida e um grande abre-olhos, continuo com a minha perceção de que este é um livro bastante bom e que merece ser lido. Recomendo vivamente.



quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Amor e Chocolate - Opinião

Título: Amor e Chocolate
Autor: Dorothy Koomson
Editor: Porto Editora
Edição/ reimpressão: 2011 (1ª edição 2004)
Género: Romance
Páginas: 409








Sinopse:

Amber Salpone não queria sentir-se atraída pelo amigo Greg Walterson, mas não consegue evitar. E, de cada vez que a atracção se concretiza em algo mais, a aventura secreta fica mais perto de se tornar numa relação séria, o que, sendo ele um mulherengo e tendo ela fobia ao compromisso, constitui um grande problema.
Enquanto Amber luta para aceitar o que passou a sentir por Greg, apercebe-se também de que ela e Jen, a sua melhor amiga, estão cada vez mais afastadas. Pouco a pouco, à medida que as duras verdades das vidas de todos vão sendo reveladas, Amber tem de enfrentar o facto de o chocolate não curar tudo e, por vezes, fugir não é opção...


Opinião:

Depois de ler 3 livros de Dorothy Koomson - O Outro Amor da Vida Dele, Bons Sonhos Meu Amor e A Praia das Pétalas de Rosa - não estava nada à espera que este livro fosse como é. Este livro não é tão dramático nem retrata assuntos tão preocupantes e fortes como os outros livros da autora. Já tinha lido que era o mais leve mas nunca pensei que fosse tanto.

Neste livro acompanhamos Amber e os problemas que a vão atormentando: o que começa a sentir pelo seu amigo Greg, a mudança no seu relacionamento com a melhor amiga e o passado que ainda se continua a insinuar no seu ser.


Gostei da Amber mas a minha personagem preferida foi o Greg, é irresistível eheh. Está muito longe de ser perfeito, teve algumas atitudes que revoltam qualquer um mas também sabe reconhecer os seus erros e é realmente uma boa pessoa. 

Compreendo que para os fãs da autora este livro pode ser considerado mais fraco, mas eu simplesmente adorei. Não vou dizer que gostei mais do que de O Outro Amor da Vida Dele ou de A Praia das Pétalas de Rosa, estes três para mim estão praticamente equiparados, mas sem dúvidas que o prefiro a Bons Sonhos Meu Amor. Apesar de poder não ser tão profundo, também tem as suas lições, como o valor da família, da amizade, da recompensa por se trabalhar e de que as aparências muitas vezes enganam. 

Adorei a história entre a Amber e o Greg. Acredito que para quem não aprecie muito romances românticos este pode não ser o melhor livro, mas para os restantes recomendo vivamente!



quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Os Maias - Opinião


Título: Os Maias
Autor: Eça de Queirós
Género: Romance

Sinopse:

Trata-se da obra-prima de Eça de Queirós, publicada em 1888, e uma das mais importantes de toda a literatura narrativa portuguesa. Vale principalmente pela linguagem em que está escrita e pela fina ironia com que o autor define os caracteres e apresenta as situações. É um romance realista (e naturalista), onde não faltam o fatalismo, a análise social, as peripécias e a catástrofe próprias do enredo passional.
A obra ocupa-se da história de uma família (Maia) ao longo de três gerações, centrando-se depois na última geração e dando relevo aos amores incestuosos de Carlos da Maia e Maria Eduarda.
Mas a história é também um pretexto para o autor fazer uma crítica à situação decadente do país (a nível político e cultural) e à alta burguesia lisboeta oitocentista, por onde perpassa um humor (ora fino, ora satírico) que configura a derrota e o desengano de todas as personagens.

Opinião:

Eu fui das poucas pessoas que escapou à leitura obrigatória de Os Maias no secundário. Em substituição dei A Relíquia do mesmo autor. Para ser sincera já não me lembro muito da história mas penso ser mais apelativa ao público mais jovem.  

As opiniões sobre Os Maias eram muitas, havia pessoas que adoraram e pessoas que odiaram e eu queria muito conhecer esta obra de um que é considerado dos maiores autores portugueses. 

A minha relação com esta obra nem sempre foi fácil, achei o início interessante, a parte em que conhecemos a história da família Maia. Mas desde este ponto, em que começamos a acompanhar o crescimento de Carlos comecei a achar o livro um pouco mais chato em algumas partes. Depois voltei a gostar mais e a achar mais interessante na parte em que conheceu Maria Eduarda. E a partir daqui apreciei muito mais a leitura.

Gostei muito de como o romance se foi desenvolvendo, embora o final tenha sido um pouco triste, mas bastante compreensível. O Ega foi uma personagem da qual não gostei muito, já não simpatizava muito com ele mas quando disse que era a favor da escravidão foi a gota de água. 

Sinto que não apreendi tudo o que esta obra tem para transmitir, estou a pensar em pegar num daqueles guias de leitura que há para os alunos, para tentar entender mais algumas coisas. Mas apesar de tudo gostei bastante.

No entanto, não concordo nada que este seja um livro de leitura obrigatória no secundário. É um livro denso, com algumas descrições, a história não é muito interessante do ponto de vista da maioria dos adolescentes. Enfim, não é das leituras mais fáceis, muito menos para quem não está habituado a ler. Em Portugal ainda há muitos jovens que não têm interesse nenhum pela leitura, e acho que as leituras obrigatórias poderiam ter um papel muito importante para mudar esta mentalidade, se fossem adequadas às faixas etárias, com histórias que fossem do agrado da maioria dos alunos. Penso que obras complexas como esta ou O Memorial do Convento não ajudam em nada para que se aumente o gosto dos jovens pela leitura, bem pelo contrário, podem considerar que todos os livros podem ser tão "difíceis e secantes" como estes e levarem a que criem aversão à leitura.


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Leituras para Setembro de 2015

Setembro vai ser um mês muito em aberto em termos de leituras. Vou planear poucas leituras, as que vierem a mais serão muito bem vindas.


Para o Desafio Fantasia, para a Maratona Harry Potter e para o Desafio Regresso à Escola vou ler Harry Potter e O Prisioneiro de Azckaban. Estou confiante que também consigo ler O Cálice de Fogo mas só me quero comprometer a ler um.


Para a leitura conjunta do Desafio Regresso à Escola vou ler A Rapariga Que Roubava Livros.



Para terminar o Desafio Férias vou ler A Noite de Todas as Almas e O Feiticeiro de Oz.


 

Tenho ainda o desafio do Um por Mês, em que o tema deste mês é Presente - Um livro que tenha sido oferta. Ainda não decidi qual o livro que vou ler para este desafio, mas estou inclinada para um destes dois: E as Montanhas Ecoaram ou Os Ladrões de Cisnes. Já leram algum deles? Se fossem vocês qual leriam?