Título: Toda a Luz que Não Podemos Ver
Autor: Anthony Doerr
Editor: Editorial Presença
Edição/ reimpressão: 2014
Páginas: 520
Sinopse:
Sinopse:
Marie-Laure é uma jovem cega que vive com o pai, o encarregado das chaves do Museu Nacional de História Natural em Paris. Quando as tropas de Hitler ocupam a França, pai e filha refugiam-se na cidade fortificada de Saint-Malo, levando com eles uma joia valiosíssima do museu, que carrega uma maldição. Werner Pfenning é um órfão alemão com um fascínio por rádios, talento que não passou despercebido à temida escola militar da Juventude Hitleriana. Seguindo o exército alemão por uma Europa em guerra, Werner chega a Saint-Malo na véspera do Dia D, onde, inevitavelmente, o seu destino se cruza com o de Marie-Laure, numa comovente combinação de amizade, inocência e humanidade num tempo de ódio e de trevas.
Opinião:
Desde que este livro saiu, que fiquei com imensa curiosidade para o ler. Gosto bastante de ler sobre a época da 2ª Guerra Mundial e a sinopse é muito interessante. Como podem perceber, parti para esta leitura com as expetativas bastante elevadas.
Neste livro acompanhamos essencialmente a história de Marie-Laure e de Werner ao longo dos anos. Gostei bastante de ler sobre as suas provações e como foram reagindo a cada uma delas. Maria-Laure é uma rapariga que fica cega muito jovem, mas que com a ajuda do pai aprende a adaptar-se à sua nova realidade e a arranjar estratégias para que a sua vida não se altere exponencialmente. No entanto, com a invasão de França é obrigada a mudar de casa e cidade, e isto sim, vai afetá-la mais do que a cegueira. Por outro lado temos Werner, um jovem órfão destinado ao trabalho nas minas, mas que devido à sua inteligência conseguiu escapar, mas terá sido para melhor?
No entanto este livro é contado por partes, sendo que o tempo cronológico vai alternando nas diferentes partes. Achei isto um pouco confuso, essencialmente no início. Também achei que um ou dois aspetos poderiam ter sido mais explicados. Pessoalmente não gostei muito do "final", embora entenda que nem tudo possa ser um mar de rosas.
Gostei do livro, essencialmente devido às histórias dos protagonistas, de como não se deixaram abater por aquilo que a vida lhes destinava e lutaram para ir mais longe, tendo os dois um grande sentido de humanidade e de respeito. Mas não eram perfeitos e também gostei disso por ser mais real. No entanto, para um livro sobre a 2ª Guerra Mundial estava à espera de mais, não tendo assim atingido as minhas expetativas. Mas recomendo a sua leitura.





















