sábado, 30 de janeiro de 2016

O Diário de Anne Frank - Opinião


 O Diário de Anne Frank

Sinopse:

Todos conhecem a história profundamente dramática da jovem Anne Frank. Publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa de seu pai, o diário veio revelar ao mundo o que fora, durante dois longos anos, o dia-a-dia de uma adolescente condenada a uma voluntária auto-reclusão, para tentar escapar à sorte dos judeus que os alemães haviam começado a deportar para supostos "campos de trabalho". Tentativa sem final feliz. Em Agosto de 1944, todos aqueles que estavam escondidos no pequeno anexo secreto onde a jovem habitava foram presos. Após uma breve passagem por Westerbork e Auschwitz, Anne Frank acaba então por ir parar a Bergen-Belsen, onde vem a morrer em Março de 1945, a escassos dois meses do final da guerra na Europa.

Opinião:

Não sei como demorei tanto tempo a ler este livro. Como já disse aqui antes, o holocausto é um tema que me interessa bastante. Foi uma época horrível, que demonstrou como os humanos podem ser cruéis, mas também bondosos e ter muita força, dependendo do lado que vemos. Já conhecia a história de Anne há algum tempo, tanto por ouvir falar, como por uma adaptação cinematográfica, mas só agora li mesmo o livro.

Fiquei bastante surpreendida com a escrita. Nunca pensei que um diário, com o intuito de desabafar e não ser lido por outros, pudesse ser tão interessante e ter uma escrita tão cativante. Gostei bastante das partes relativas à guerra e à situação que viviam na casa, mas também gostei muito de ver o crescimento e desenvolvimento de Anne ao longo do tempo que esteve fechada na casa.

É uma história com um final triste, mas que acho que vale muito a pena ler. E é de algum modo tranquilizante saber que, apesar de não ter sobrevivido a este terror, um dos maiores desejos de Anne se ter cumprido: que um dos seus livros fosse lido por muitas pessoas e que se tornasse uma verdadeira referência.



domingo, 24 de janeiro de 2016

Perguntem a Sarah Gross - Opinião

Título: Perguntem a Sarah Gross
Autor: João Pinto Coelho
Editor: Dom Quixote
Edição/ reimpressão: 2015
Páginas: 448







Sinopse:

Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador.
Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.


Opinião:

Desde que este livro saiu, fiquei com bastante curiosidade para o ler, principalmente por falar sobre o holocausto, um tema sobre o qual gosto bastante de ler. O facto de só ouvir opiniões positivas sobre o mesmo ainda aumentou mais a minha vontade de o ler. Tudo isto só contribuiu para que as minhas expetativas ficassem bastante elevadas.

A verdade é que pensava que o livro abordava muito mais o holocausto, sabia que parte da história se passava num colégio, mas não pensei que fosse o foque principal. Apesar de a história de Kimberly e de Sarah ser interessante, não consegui ficar agarrada, não me conquistou totalmente. Estava à espera de mais, relativamente ao holocausto. A razão dada para que a história fosse toda contada a Kimberly também não me convenceu totalmente.

Não digo que o livro não seja bom, tem uma boa história e o seu quê de mistério. Mas acho que as minhas expetativas influenciaram bastante a minha leitura, o que neste caso não foi muito positivo. Talvez daqui a um tempo releia este livro, já a saber com o que contar. Apesar de tudo, recomendo sem dúvida a sua leitura.




segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O Rapaz do Pijama às Riscas - Opinião

Título: O Rapaz do Pijama às Riscas
Autor: John Boyne
Editor: Bis - Leya
Edição/ reimpressão: 2013 
Páginas: 186








Sinopse:

Bruno, de nove anos, nada sabe sobre a Solução Final e o Holocausto. Não tem consciência das terríveis crueldades que são infligidas pelo seu país a vários milhões de pessoas de outros países da Europa. Tudo o que ele sabe é que teve de se mudar de uma confortável mansão em Berlim para uma casa numa zona desértica, onde não há nada para fazer nem ninguém para brincar. Isto até ele conhecer Shmuel, um rapaz que vive do outro lado da vedação de arame que delimita a sua casa e que estranhamente, tal como todas as outras pessoas daquele lado, usa o que parece ser um pijama às riscas.

Opinião:

Confesso que não tinha ideias de ler este livro tão cedo, mas acabou por haver um imprevisto e lá lhe dei uma oportunidade. Tinha ido à biblioteca para requisitar "O Diário de Anne Frank", mas sou tão distraída que não verifiquei primeiro se estava disponível. Pois, não estava, e como não quis vir sem livro nenhum, quis trazer na mesma um livro que também se enquadrasse no Desafio Leituras do Holocausto. Este foi o que me veio logo à cabeça.

Apesar de ter gostado da escrita de uma forma geral, houve algumas coisas no livro das quais não gostei muito. Eu sei que é um livro infanto-juvenil, e relatar os factos tais como eles foram poderia não ser uma boa ideia. Mas acho que as coisas também foram abordadas demasiado superficialmente. Não gostei de o Hitler, ou Führer, ter sido tratado por Fúria, assim como Auschwitz ser Acho-Vil. Outro aspeto é que os horrores passados no campo de concentração quase não foram mencionados, a única coisa que se sabe é que são todos muito magros, infelizes e que vestem todos a mesma roupa. Também acho que decorrem muitas páginas a termos algum contato como o campo propriamente dito (só depois de metade do livro).

Acho que o autor tinha uma ótima oportunidade para explicar aos mais novos um bocadinho do que se passou num passado não tão longínquo, de uma maneira mais simples sim, mas acho que poderia ter sido mais explícito. Duvido que qualquer criança que leia este livro entenda alguma coisa do que se passou. Talvez esta minha ideia se prenda com o facto de ter visto o filme primeiro, que está muito melhor na minha opinião. Mostra mais coisas, tanto factos como emoções em si.

Não estou a dizer que o livro é mau, mas podia ser muito melhor, melhor aproveitado. Fiquei um pouco desiludida. No entanto, recomendo a sua leitura, seguida da visualização do filme :)


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

"Os Contos de Beedle o Bardo", "O Quidditch Através dos Tempos" e "Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los" - Opinião


Como já devem ter percebido já há muitos anos que sou apaixonada pela série Harry Potter. Mas só depois de entrar no mundo livrólico na internet é que soube da existência destes três livros "extras" à série. Mesmo sem estarem muito relacionados com as personagens que já conhecemos, fiquei com bastante curiosidade para os ler. Acabei por fazê-lo depois da releitura dos 7 livros da série.


Os Contos de Beedle o Bardo

Este livro é composto por vários contos infantis contados aos jovens feiticeiros. A cada um seguem-se algumas notas de Albus Dumbledore.  São contos curtinhos que se leem bem, assim como as reflexões de Dumbledore.



Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los

Neste livro temos a classificação de todas as criaturas mágicas (exceto humanos) segundo a sua perigosidade, tendo também uma breve descrição e algumas notas sobre cada uma delas. Vamos tendo também algumas notas de Harry e amigos ao longo das páginas, no entanto estava à espera que fossem mais frequentes.

O Quidditch Através dos Tempos

Aqui é-nos explicado como surgiram os desportos com vassoras, como foi evoluindo para quidditch e todos os outros jogos existentes. Achei muito interessante, principalmente a parte de como surgiu a snitch dourada.




Gostei muito dos livros, são leituras que se fazem rapidamente mas que sabem muito bem. Recomendo a todos os que gostam do mundo de Harry Potter.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Re-leitura Harry Potter - Opinião



A história de Harry Potter dispensa apresentações. E esta não foi a minha primeira experiência com a releitura desta série. Antes do lançamento de Harry Potter e o Cálice de Fogo reli os anteriores 3 volumes duas vezes. Depois ofereceram-me o último volume em inglês, que eu li logo de seguida, tendo depois relido quando saiu em português. 

Em 2015, em conversa com a Carla percebemos que estávamos com vontade de voltar a este mundo fantástico e decidimos fazer esta leitura conjunta. 

Confesso que tinha um pouco de receio de não sentir o mesmo encanto que senti quando era mais nova. Mas felizmente isso não aconteceu. Foi uma experiência fantástica! Depois de tantos anos, tinha ficado apenas com a ideia dos filmes, na grande maioria. Havia muitos pormenores dos livros que tinham ficado esquecidos e que souberam tão bem ser relembrados. A partir do terceiro livro, foi quase como se estivesse a ler pela primeira vez.

Se antes considerava o Prisioneiro de Azkaban o meu menos preferido e O Príncipe Misterioso o que mais gostava, após esta releitura isto mudou um bocadinho. Não consegui definir um livro como o que menos gostei, achei-os bastante equilibrados, mas o sexto continua a ser o meu preferido.

Quanto às personagens, já gostei mais do Harry, por vezes achei-o um pouco egoísta, pouco interessado com o que os amigos estavam a sentir por exemplo. Mas claro que não deixei de gostar dele. Fartei-me de rir com o Ron, tem momentos muito divertidos, principalmente quando está com a Hermione, embora os dois também tenham tido as suas zangas por vezes exageradas. A Hermione é simplesmente fantástica, por toda a sua inteligência e preocupação com os outros. Uma das minhas personagens preferidas é a Ginny, acho que tem bastante garra e uma personalidade muito forte, o que não passou muito para os filmes. Sei que muita gente não gosta dela, mas eu sempre gostei e fiquei mesmo contente quando finalmente o Harry reparou nela no sexto livro (talvez por isso seja o meu preferido eheh - também, mas não só). Depois também gosto bastante da Professora McGonagall, do Hagrid , do Dobby e do Neville. Apesar de o Snape ter aquele segredo durante todo o tempo, acho que não tem justificação para algumas atitudes que foi tomando ao longo dos anos. A personagem que menos gosto é sem dúvida a Umbrige, aquela mulher é simplesmente insuportável!

Apesar de os filmes estarem bons, muito bons para quem nunca leu os livros, acho que a partir do terceiro faltam muitas coisas interessantes. Quando estava a ler só pensava como seria bom se fizessem o género de uma séria televisiva e que cada livro correspondia a um episódio, sendo que assim poderiam reproduzir tudo mais fidedignamente. Mas eu sei, é sonhar muito alto.

Só tenho a dizer que quem não conhece esta série, através de filmes ou livros, que lhe dê uma oportunidade. Tenho a certeza que não se vão arrepender. Quem já conhece que releia e reveja, que é o que eu tenciono fazer várias vezes daqui para a frente.

E vocês, o que me têm a dizer desta série?


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Mensagem de Uma Mãe Chinesa Desconhecida - Opinião


Título: Mensagem de Uma Mãe Chinesa Desconhecida
Autora: Xinran

Sinopse:

Xinran, jornalista e autora, retorna às histórias verídicas de mulheres chinesas que a tornaram mundialmente conhecida. Desta vez ela aborda o sofrimento humano resultante da interação de uma milenar cultura machista com circunstâncias históricas, econômicas e sociais específicas. Em dez capítulos, são apresentadas dez histórias marcadas pela interrupção da relação mãe-filha, de meninas que nunca conheceram suas mães biológicas e mulheres que deram a filha em adoção a casais de camponeses que vivem sem endereço fixo, viajando pelos quatro cantos da China para burlar a fiscalização da lei do filho único - eventualmente abandonando uma menina numa estação de trem.

Opinião:

Este foi mais um livro que apenas conheci e li devido ao desafio Autores de A a Z a que me propus em 2015. É portanto mais uma prova da importância que estes desafios têm para mim. 

Já tinha conhecimento da Lei do Filho Único que existe na China há vários anos, de maneira a tentar controlar o número de pessoas. O que eu não sabia era a importância que os chineses atribuíam a ter um filho homem. Um casal só se sentia realizado quando tinha um rapaz e era ainda mais importante nas aldeias e zonas rurais, em que as famílias só ganhavam mais dinheiro e terras por ter um filho homem, se tivessem uma rapariga tinham de sustentar mais pessoas com os mesmos recursos, sendo que não poderiam tentar ter um rapaz devido à lei. Ora tudo isto levou a que muitas bebés do sexo feminino recém-nascidas fossem mortas à nascença, ou quando as mães não o conseguiam fazer, abandonadas, de maneira a que o casal pudesse novamente tentar ter um rapaz.

Muitas das mães sofriam com isto, em ter de matar ou abandonar as suas bebés. Muitas não se esqueciam e não voltavam a ser a mesma pessoa. Este livro conta-nos histórias reais sobre estas mães e tenta dar resposta às meninas que foram abandonadas e se perguntam porque razão e se as mães nunca gostaram delas.

É um livro muito bom, que me alertou para uma realidade que eu nem sequer imaginava. Também gostei da escrita de Xinran, mesmo tendo lido em português do Brasil. Quero ler os restantes livros dela. Recomendo vivamente este livro.


sábado, 2 de janeiro de 2016

Metas e Desafios Literários para 2016

Como os desafios a que me propus em 2015 correram tão bem, e como me incentivaram a ler mais, decidi comprometer-me com mais alguns agora em 2016.

1º - Reading Challenge no goodreads: ler pelo menos 70 livros

2º - Leituras Obrigatórias







 

3º - Títulos de A a Z

4º - Ler pelo menos 5 livros em inglês

5º - Ler pelo menos 5 clássicos


       Escolhi o 2º nivel - ler 21-40 livros de autoras.

7º - Desafio Ler Autores Portugueses - Grupo no goodreads Maratonas, Desafios e Leituras Conjuntas

        Consiste em ler pelo menos um livro de uma autor português em cada mês.


Janeiro- Dia dos Reis então têm que ler um livro que seja sobre Reis e Rainhas ou que tenha no título o nome Rei ou Rainha.
Fevereiro- mês do Carnaval e do Dia dos Namorados: Escolham ler um romance romântico ou um livro divertido/cómico.
Março- Início da Primavera a sugestão é ler um livro com capa que vos faça lembrar esta época do ano. Um livro com uma capa com aspecto primaveril.
Abril- Festeja-se o dia das Mentiras a nossa ideia é ler um livro cujo escritor usa um pseudónimo.
Maio- Festeja-se o dia do trabalhador então o tema será ler um livro que tenha no seu título uma profissão.
E deixamos assim apesar de eu achar muito difícil arranjar títulos com profissões posso colocar como exemplo As Serviçais e A Aia da Rainha.
Junho- É o mês dos Santos Populares- Um livro que seja de contos tradicionais ou que tenha como protagonista um homem com o nome Pedro, António ou João.
Julho- Início do Verão- Um livro que seja azul como o mar ou que tenha a palavra Verão no título.
Agosto- Férias- Um livro que fale de um sítio onde já passaste férias ou gostarias de passar.
Setembro- Trabalho- Um livro que tenha como tema principal o trabalho.
Outubro- Um livro castanho (por causa da quedas das folhas).
Novembro-Ler um livro que tenha na capa castanhas (altura do magusto) ou de terror (altura em que se festeja o halloween).
Dezembro- Natal-Aproveitem para ler um livro que está na vossa estante para ler no ano de 2016 e que ainda não leram.


O desafio inverso consiste em escolher, a cada mês, um livro que se enquadra numa das categorias apresentadas.
Janeiro: um livro do autor preferido / um livro de um autor que desconheces
Fevereiro: um livro passado no futuro / um romance histórico
Março: um livro sobre um ou mais crimes (romance policial/thriller/história verídica, etc.) / um livro sobre um romance “fofinho”
Abril: um livro com a acção localizada na nossa época / um livro com elementos de fantasia
Maio: um livro impingido (emprestado por um amigo; impingido pelo bibliotecário, etc.) / um livro que está na estante há mais de um ano
Junho: um livro de um autor português / um livro de um autor estrangeiro
Julho: um livro passado num país que queres visitar / um livro passado num país que dispensas conhecer
Agosto: um livro para descontrair / um livro para te deixar o coração apertado (história verídica; thriller; terror; drama, etc.)
Setembro: um livro sobre algo ou alguém que admiras / um livro sobre algo ou alguém que odeias (verídicos ou fictícios)
Outubro: um livro que te dá medo de ler (terror; número de páginas; clássico, etc.) / um livro que queres muito ler
Novembro: um livro com uma capa que adoras / um livro com uma capa que odeias
Dezembro: um livro escrito há mais de 100 anos / um livro escrito há menos de 100 anos 

E pronto, são estes os meus desafios para este ano que acabou de começar. Desejo a todos um excelente 2016!