terça-feira, 19 de abril de 2016

Alma Rebelde - Opinião

Título: Alma Rebelde
Autor: Carla M. Soares
Editor: Porto Editora
Edição/ reimpressão: 2012
Páginas: 280








Sinopse:

No calor das febres que incendeiam a Lisboa do século XIX, Joana, uma burguesa jovem e demasiado inteligente para o seu próprio bem, vê o destino traçado num trato comercial entre o pai e o patriarca de uma família nobre e sem meios.
Contrariada, Joana percorre os quilómetros até à nova casa, preparando-se para um futuro de obediências e nenhuma esperança.
Mas Santiago, o noivo, é em tudo diferente do que esperava. Pouco convencional, vivido e, acima de tudo, livre, depressa desarma Joana, com promessas de igualdade, respeito e até amor.
Numa atmosfera de sedução incontida e de aventuras desenham-se os alicerces de um amor imprevisto... Mas será Joana capaz de confiar neste companheiro inesperado e entregar-se à liberdade com que sempre sonhou? Ou esconderá o encanto de Santiago um perigo ainda maior?


Opinião:

Depois de ler O Cavalheiro Inglês no ano passado, soube que iria querer ler tudo o que a autora publicasse. Surgiu então agora a oportunidade de ler Alma Rebelde, que penso que seja o seu primeiro romance.

Joana vê-se obrigada a casar com um homem que não conhece, e sente-se vendida, o pai vai pagar imenso dinheiro para que a filha possa ter um título. O início é praticamente com Joana a queixar-se sobre a sua sorte e as suposições que vai fazendo. Apesar de compreender o que sente, tornou-se um pouco cansativo.

Mas depois melhorou bastante, vamos conhecendo-a melhor, assim como a Santiago. Gostei bastante de os ver os dois juntos, mas a Joana individualmente não é das minhas personagens preferidas.

Também gostei muito de acompanhar a história de Ester, a prima de Joana, que não tem uma vida fácil mas nem assim se deixa ir abaixo.


Gostaria de ter visto o final um pouco mais desenvolvido, acho que a parte porque tanto esperava não teve a atenção que merecia. Mas mesmo assim gostei muito do livro, não desiludiu.





sábado, 9 de abril de 2016

Crónica de Paixões e Caprichos - Opinião

Título: Crónica de Paixões e Caprichos
Série: Bridgertons (1)
Autor: Julia Quinn
Editor: Edições ASA
Edição/ reimpressão: 2000
Páginas: 368






Sinopse:

As mães casamenteiras da alta sociedade londrina, estão ao rubro. Simon Bassett, o atraente (e solteiro!) Duque de Hastings, está de volta Inglaterra. O jovem aristocrata mal sabe o que o espera pois a perseguição das enérgicas senhoras é implacável. Mas Simon não pretende abdicar da sua liberdade tão cedo…
Igualmente atormentada pela pressão social, a adorável Daphne Bridgerton sonha ainda com um casamento de amor, embora a sua espera por um príncipe encantado comece já a ser alvo de mexericos.
Juntos, os jovens decidem fugir de um noivado, o que garantirá paz e sossego a Simon e fará de Daphne a mais cobiçada jovem da temporada. Mas, entre salões de baile e passeios ao luar, a paixão entre ambos rapidamente deixa de ser ficção para se tornar bem real. E embora Daphne comece a pensar em alterar ligeiramente os seus planos inicais, Simon debate-se com um segredo que pode ser fatal.


Opinião:

Já há muito tempo que ouvia falar muito bem desta autora e desta série e por isso queria muito ler para saber se também iria gostar. E vou-vos contar uma coisa: terminei de ler cerca de 200 páginas do sexto volume de As Crónicas do Gelo e Fogo lá pas as 18 horas de um dia e apesar de já estar um pouco cansada comecei a ler este. E adivinhem? Não fui dormir antes de o terminar... e o livro tem quase 400 páginas. Isso quer dizer qualquer coisa.

Foi o livro certo na hora certa! É um romance fofinho e suuuuper divertido, mas que também tem uma lição a dar. Achei muito interessante a maneira como Simon lidou com o seu problema e como o conseguiu superar. Gostei bastante dele e da Daphne. 

Apesar de não ser nenhuma obra prima, foi o livro que estava a precisar e adorei. Recomendo vivamente a quem gosta de livros do género.



segunda-feira, 4 de abril de 2016

Filmes que vi em Fevereiro e Março de 2016

Olá :)

Sei que tinha dito que ia fazer um post destes todos os meses, mas como já disse, fiquei sem computador no final de Fevereiro, daí ter passado a ter menos oportunidade para atualizar o blogue. Como também sabia que também não ia conseguir ver muitos filmes em Março (realmente só vi um), decidi juntar os dois meses.

1. 45 Anos 


Um filme que vi apenas porque tinha ideia de ver todos os filmes nomeados para os óscares (claro que não aconteceu). Pensei que me iria aborrecer a ver, mas isso não aconteceu, foi interessante, embora tivesse gostado que o final fosse mais bem desenvolvido.

Classificação: 7* (em 10)


2. Goosebumps


Um filme que também me surpreendeu bastante, achei muito divertido!

Classificação: 7*


3. Os Oito Odiados


Não tinha grandes expetativas para este filme, mas adorei! É super-divertido e a história também é interessante.

Classificação: 9*


4. Ponte de Espiões


Um filme que gostei mas que estava à espera de um pouquinho mais.

Classificação: 7*


5. Inside Out



Um filme de animação muito bom, recomendo.

Classificação: 8*


6. Ex-Machina


Apesar de achar interessante, não gostei muito do final.

Classificação: 7*


7. O Quarto 


Desde que vi o trailer que sabia que iria adorar este filme. E não me enganei. Está muito bom. E o desempenho do ator que faz de Jack é fenomenal!

Classificação: 9*

8. Aeon Flux


Há anos que queria ver este filme, e finalmente consegui. Achei interessante.

Classificação: 7*

9. John Q. 


O único filme que vi em Março e foi por acaso. Foi a terceira vez que o vi e não se tornou chato em momento nenhum. É muito bom!

Classificação: 9*


Já viram algum destes filmes?

quinta-feira, 31 de março de 2016

Leituras de Março de 2016

Olá

Confesso que Março correu melhor em termos de leituras do que eu esperava, talvez por ter ficado quase todo o mês sem computador, e assim ter tido menos distrações. Podem não parecer muitos livros, mas é um bom número para mim, sendo que alguns são bem grossos.

1. Em Busca do Livro da Vida de Deborah Harkness


Finalmente terminei a Trilogia de Todas as Almas e adorei, acho que teve uma boa finalização, embora eu não me importasse nada de continuar a ler sobre o seu mundo e personagens. Dei 5 estrelas.


2. Brisa Africana de Amável Louro


Um livro que compara a vida numa África mais primitiva com a vida numa civilização, fazendo refletir sobre a verdadeira importância das coisas a que damos valor. Bastante interessante, dei 3 estrelas.


3. A Glória dos Traidores de George R.R. Martin


E mais um pequeno avanço n'As Crónicas do Gelo e Fogo. Um bom livro mas que perdeu o efeito surpresa por já saber o que ia acontecer. Dei 4 estrelas.


4. Crónicas de Paixões e Caprichos de Julia Quinn


Mesmo depois de já ter terminado A Glória dos Traidores a meio da tarde, peguei neste livro e devorei-o. Não fui dormir sem o terminar. Foi a leitura leve e divertida que estava mesmo a precisar. Adorei, dei 5 estrelas.


5. Alma Rebelde de Carla M. Soares


Mais um excelente livro desta autora que cada vez aprecio mais, dei 4 estrelas.


6. A Bela e Os Lobos de Alexa L.D.


Mais um livro que li muito rapidamente e que me surpreendeu positivamente, dei 4 estrelas.


7. Cinder de Marissa Meyer


Outro livro que estive prestes a desistir mas que não o fiz e ainda bem. Apesar de a história não me estar a prender no início, isso mudou e gostei bastante da metade final, dei 4 estrelas.



Durante o mês continuei a leitura de Dom Quixote de La Mancha, se bem que não avancei muito.



Já no final de Março, iniciei a leitura de A Viajante, o 3º livro da série Outlander de Diana Gabaldon.



quarta-feira, 30 de março de 2016

A Bela e os Lobos - Opinião

Título: A Bela e Os Lobos
Autor: Alexa L. D.
Editor: Chiado Editora
Edição/ reimpressão: 2015
Páginas: 396







Sinopse:

Num mundo apocalíptico, onde os Lycans escravizam a raça humana, Helena Rengel vê a sua vida a mudar drasticamente quando a sua cidade é repentinamente conquistada e o seu pai é morto em batalha.
Sozinha, com apenas dezassete anos de idade, a jovem é obrigada a assumir o controlo da sua casa, assim como os bens da família, mas não demora a compreender que não pode fazer nada face à soberania dos Lycans.
Determinada em não ceder, Helena resiste as tentativas de assédio por parte de Kyrian, o Lycan responsável pelo assassinato do seu pai, que lhe ocupa agora a casa.



Opinião:

A Chiado Editora sugeriu-me esta leitura, que eu aceitei fazer e dar a minha opinião sobre a mesma.

Esta é uma leitura que embora não seja algo de extraordinário, se faz bastante bem. Li o livro em menos de 24 horas, por isso, como podem prever não me senti cansada em nenhum momento. 

É uma história com o seu quê de mistério, suspense, romance e aventura. Helena vê a sua vida mudar drasticamente quando a sua aldeia é atacada por Lycans, matando quase toda a população. Helena é então obrigada a procurar outro sítio para onde ir, onde descobre muito mais sobre a raça Lycan e que o seu destino já está traçado. Em todo este processo, conhece Shane, um Lycan que a vai protegendo mas que significa uma mudança ainda mais drástica na sua vida e nos seus planos para o futuro.

Achei interessante o facto de a autora não criar um romance instantâneo e Helena lutar contra o mesmo depois de tudo acontecer. Mesmo assim, fiquei um pouco sem saber o que gostava que acontecesse. E a verdade é que fiquei sem saber, visto que o final ficou demasiado em aberto. Não sei se é suposto haver continuação, mas acho que é a única explicação possível.

Foi uma leitura agradável e rápida, embora não seja para todo o tipo de leitores, na minha opinião. Foi uma agradável surpresa, a autora conseguiu prender-me à história, o que conta muito para mim.



quinta-feira, 17 de março de 2016

Brisa Africana - Opinião

Título: Brisa Africana
Autor: Amável Louro
Editor: Chiado Editora
Edição/ reimpressão: 2014
Páginas: 160








Sinopse:

Esta obra pretende fazer um paralelismo entre a vida ocidental e a sua origem, a origem das origens, a vida de uma pequena tribo de África, nomeadamente em Quicombo, Novo Redondo, Angola, onde o dinheiro praticamente não existe nem sequer é necessário para a sua existência, ao invés do mundo ocidental que assenta o seu bem-estar e mesmo sobrevivência no vil metal.

Este romance baseia-se numa história verídica, na vida de um angolano, nascido em Quicombo em 1960 e que, por força das circunstâncias, a guerra, teve que vir para Portugal. Sendo o primeiro branco a nascer em Quicombo, teve o prazer de poder vivenciar de perto, toda uma forma de vida bem selvagem, onde a auto-suficiência é rainha, onde a liberdade de não ter horas para nada impera, onde a alta auto-estima faz parte da própria forma de viver e, claro está, sem se ser escravo do dinheiro. É uma existência que não se baseia no indivíduo, como por cá, mas no grupo, havendo quase uma necessidade de ajudar o outro, é o “todos por um” e “um por todos”. Ninguém ousa enganar o outro, porque aí, está a enganar-se a si próprio, o espírito de união é tão forte que o indivíduo é o próprio grupo.


Opinião

Mais um livro que me foi enviado no seguimento da parceria com a Chiado Editora. Fiquei bastante curiosa quando li a sinopse, que neste caso retrata muito bem o que é abordado no livro.

Esta foi uma leitura verdadeiramente enriquecedora e que me fez refletir bastante sobre as nossas prioridades e o valor que damos às coisas. Aqui, na "civilização" não se faz nada sem dinheiro, enquanto que em Quicombo ele quase nem existe, apenas existe para poderem comprar vinho, roupas usadas e pouco mais. E têm dificuldade em perceber como pode um bocado papel valer tanto ou mais do que as outras coisas, sendo estas muito mais valiosas na sua opinião, e acham ridículo esse bocado de papel ter o valor que o Homem decidiu que tinha. 

Por lá, também não há ações por interesse, tudo o que é feito é genuíno, é por pura vontade da pessoa em questão, não há segundas intenções. São realmente livres, e não escravos do que os outros possam pensar.

Estes são alguns dos aspetos abordados e que me fizeram refletir verdadeiramente sobre a nossa sociedade. 

No entanto, houve alguns aspetos na escrita que nem sempre me agradaram. Houve alguma repetição de frases/ideias, tanto no mesmo parágrafo como mais afastados. Houve também alguns momentos um pouco mais chatos. 

Contudo, acho que é um livro que todos deveriam ler, acho que vale bem a pena!


segunda-feira, 7 de março de 2016

Attachments - Opinião


Título: Attachments
Autora: Rainbow Rowell



Sinopse:


Beth Fremont e Jennifer Scribner-Snyder sabem que alguém está monitorando seus e-mails de trabalho. (Todo mundo na redação sabe. É política da empresa.) Mas elas não conseguem levar isso tão a sério, e continuam trocando e-mails intermináveis e infinitamente hilariantes, discutindo cada aspecto de suas vidas. Enquanto isso, Lincoln O’Neill não consegue acreditar que este é agora o seu trabalho – ler os e-mails de outras pessoas. Quando ele se candidatou para ser “agente de segurança da internet”, se imaginou construindo firewalls e desmascarando hackers – e não escrevendo um relatório toda vez que uma mensagem esportiva vinha acompanhada de uma piada suja. Quando Lincoln se depara com as mensagens de Beth e Jennifer, ele sabe que deveria denunciá-las. Mas ele não consegue deixar de se divertir e se cativar por suas histórias. No momento em que Lincoln percebe que está se apaixonado por Beth, é tarde demais para se apresentar. Afinal, o que ele diria...?


Opinião:

Este livro é a prova da razão pela qual eu não gosto de desistir de livros! Achei o início deste livro tão lento e pouco interessante que estive quase quase para deixar a sua leitura. Mas lá insisti e ainda bem que o fiz!

Vamos acompanhando Lincoln, inclusive no seu trabalho, onde tem de ler emails dos funcionários da empresa e os seus preferidos são os de Beth e Jennifer. Também é bastante abordada a questão de Lincoln sair ou não de casa da mãe e ficamos a saber sobre o seu passado.

Gostei realmente bem mais da segunda parte, o que salvou o livro, mas depois o final, à semelhança de outros livros da autora, deixa muito a desejar, é demasiado apressado.

É um livro engraçado e que se lê rápido, mas que realmente não é perfeito.