segunda-feira, 13 de junho de 2016

O meu novo companheiro - Kobo Glo HD



Pois é, rendi-me definitivamente aos eBooks! Confesso que no início, tal como acontece à maioria das pessoas, um eBook não me era muito apelativo. Se a história não estivesse em papel, não me interessava. No entanto, depois comecei a perceber que lendo digitalmente conseguia ler livros que de outra forma não leria. Comecei então a dar uma oportunidade a este novo conceito.

Comecei por ler no computador, tendo lido também no tablet, mas neste foi por pouco tempo. Quando tive de trocar o telemóvel e comprei um smartphone, aí sim, comecei a ler eBooks mais assiduamente. Tinha sempre um em andamento que andava sempre comigo mas que quase só lhe pegava quando não tinha mais nada para fazer. Confesso que a mim, os ecrãs tanto do computador como do telemóvel nunca interferiram com a minha leitura, não me causavam dores de cabeça, como sei que acontece com muita gente.

Mas então para quê comprar um eReader?
Primeiro porque cada vez estou a gostar mais de ler eBooks, não só quando estou sem nada para fazer e aborrecida, mas também em casa, como se de um livro normal se tratasse.  O que me estava já a acontecer era querer ler o eBook em andamento e a ter de estar ou com o computador (que nem sempre apetece ou dá jeito), ou com o telemóvel, o que já estava a interferir com a duração da bateria do mesmo. Pela mesma razão, e por não gostar de andar com livros quando saio de casa (acaba por ser um grande peso extra) já sentia a necessidade de arranjar uma alternativa. 

Assim,  decidi então que estava na altura de adquirir um eReader. Depois de muito pesquisar optei pelo Kobo Glo HD, que dá para ler no escuro, essencial para ler antes de adormecer.



Ainda só o tenho há cerca de duas semanas mas já estou a adorar. Li quase todo o livro "Padeira de Aljubarrota" e já comecei "A Chama ao Vento" e ainda tem muita bateria. Eles dizem que dura até 2 meses, se se ler 30 minutos por dia. Ainda não o tenho há tanto tempo, mas tenho lido bem mais do que meia hora. 

Tem também sido o meu melhor amigo para a hora de dormir. Com as luzes apagadas, já bem aconchegadinha, vou lendo até ficar mais cansada, e não tenho tido problemas nenhum em adormecer. É só carregar no botão, pousá-lo e é quase instantâneo eheh.

Deixo-vos aqui algumas fotografias de como é o Kobo Glo HD:


Esta é a página inicial, onde podemos aceder facilmente ao livro que estamos a  ler no momento, quanto tempo é que já lemos no dispositivo, assim como aceder às nossas coleções. Tudo isto é personalizável, podemos retirar todas as "caixas" que quisermos.


Este é um exemplo de como nos aparecem as páginas. Podemos mudar as margens, o tipo e tamanho de letra e o espaçamento, por isso varia muito de pessoa para pessoa.


E mais uma amostra de como podemos adequar o dispositivo ao nosso gosto.


Espero que tenham gostado deste post um bocadinho diferente.

E vocês gostam de ler eBooks? Têm algum eReader?

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Padeira de Aljubarrota - Opinião

Título: Padeira de Aljubarrota
Autor: Maria João Lopo de Carvalho
Editor: Oficina do Livro
Edição/ reimpressão: 2013
Páginas: 580










Sinopse:

Muitas histórias correram sobre a humilde mulher que, em 1385, numa aldeia perto de Alcobaça, pôs a sua extrema força e valentia ao serviço da causa nacional, ajudando assim a assegurar a independência do reino, então seriamente ameaçada por Castela. É nos seus lendários feitos e peripécias, contados e acrescentados ao longo dos tempos, que se baseia este romance, onde as intrigas da corte e os tímidos passos da rainha-infanta D. Beatriz de Portugal se cruzam com os caminhos da prodigiosa padeira de Aljubarrota, Brites de Almeida, símbolo máximo da resiliência e bravura de todo um povo.

Opinião:

Hoje é dia de Portugal, por isso nada melhor do que vos trazer a opinião de Padeira de Aljubarrota, o último livro que li, e que  está inteiramente relacionado com a história de Portugal.

Já há algum tempo que estava curiosa para ler este livro, lembro-me de que quando era pequena gostava muito da história da padeira de Aljubarrota, apesar de só saber a parte em que ela sozinha derrotou sete soldados.

Um aspeto que não gostei muito foi o facto de cada capítulo ser sobre o ponto de vista de uma personagem diferente do anterior, havendo por vezes um grande salto no tempo, principalmente na parte inicial. Tudo isto sem que nada nos fosse indicado no seu início. Por vezes só quando já tinha lido algumas frases ou até parágrafos é que ficava situada, o que fez com que ficasse um pouco confusa algumas vezes.

Mas tirando isto, gostei da escrita da autora e do desenvolvimento do livro. Adorei ficar a conhecer um pouco mais sobre esta época da nossa história: o fim da primeira dinastia e o início da segunda.

A minha personagem preferida foi a jovem Princesa/ Rainha Beatriz que apesar da sua posição, tinha muito respeito pelos outros. Foram os meus capítulos preferidos. Por outro lado, os capítulos sobre Brites, a nossa Padeira de Aljubarrota, desiludiram-me um pouco. É certo que passou por muito e que foi conseguindo superar os inúmeros obstáculos que se lhe apresentavam. Mas estava à espera que tivesse um pouco mais de amor por si própria e não se deixasse rebaixar por cada pessoa com a qual se cruzava. Todas as pessoas a repudiavam pelo seu aspeto físico e na maior parte das vezes ela não dizia absolutamente nada, era como se não ouvisse.

Foi um livro que gostei bastante e que recomendo vivamente a quem gosta de livros históricos, principalmente passados em Portugal.


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Be Aware - Opinião

Título: Be Aware
Autor: Gabriela G. Ferreira
Editor: Chiado Editora
Edição/ reimpressão: 2016
Páginas: 50








Sinopse:

O mundo nos convida, a cada dia, a redescobrir toda a força de nossas almas, experimentar a nossa coragem, saber caminhar com confiança e acima de tudo nos permite mudar a cada instante. Se reconhecermos a força que temos podemos mudar o mundo dentro de nós, podemos ser a gota que irá atingir o oceano e reverberar por esses mares. 
E a pequena gota é o que faz das águas algo tão imenso, tão poderosas que podem conectar terras e povos. Por isso que a cada dia devemos nos permitir relembrar nosso papel neste vasto mundo.

Já não tenho a ilusão de que vou mudar o mundo, mas tenho a fé de que poderei tocar com luz e amor a alma das pessoas à minha volta. Para mim isso basta, pois sei que uma vez que nossa alma conhece luz e amor é um caminho sem volta, um caminho contagiante onde, pouco a pouco, as estrelas de todo o mundo estarão a brilhar.

Opinião:

Este foi um livro que li em parceria com a autora e com a editora. Apesar de não ser um género literário que esteja muito habituada a ler, foi uma leitura que se fez muito bem. 

É um livro pequenino e bonito, com algumas imagens e texto bem espaçado. Está cheio de reflexões da autora, que nos fazem ver alguns aspetos de outra maneira. Alguns dos temas abordados são a família, os amigos, a dança, o amor e há também alguma introspeção pessoal.

Não é o género de livro que mais gosto, mas tem pontos de vista interessantes, o que me fez gostar.


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Leituras de Maio de 2016

Não sei se vocês pensam o mesmo, mas eu acho que este ano está a passar muito rápido! já vamos quase a meio, como é possível?

E as minhas leituras não estão a ter o mesmo ritmo do que há uns meses, e tenho alguma pena, gostava de estar a ler mais. Mas pronto, em maio terminei um livro, li 3 livros completos e iniciei outro. Não é assim tão mau, mas podia ter sido melhor.

1. The Cuckoo's Calling de Robert Galbraith (J.K. Rowlling)


Comecei este livro no início de Abril e só terminei no final de Maio, o que condicionou bastante o meu envolvimento na história. Mas mesmo assim gostei, dei 4 estrelas.

2. 22/11/63 de Stephen King



Esta foi sem dúvida, a leitura do mês para mim. Gostei bastante do livro, surpreendeu-me pela positiva. Já vi os três primeiros episódios da série televisiva e mudaram tanta coisa :(. Mas voltando ao livro, foi muito bom, dei 4 estrelas.

3. Regresso a Itália de Elizabeth Adler



Gostei deste livro, é uma ótima escolha para quando queremos ler algo mais leve. Dei 3 estrelas.

4. Be Aware de Gabriela G. Ferreira


A última leitura do mês, em parceria com a autora e a Chiado Editora. Não é um género que esteja habituada a ler, mas gostei. Dei 3 estrelas.

Comecei ainda Padeira de Aljubarrota de Maria João Lopo de Carvalho.





segunda-feira, 30 de maio de 2016

Regresso a Itália - Opinião

Título: Regresso a Itália
Autor: Elizabeth Adler
Editor: Quinta Essência
Edição/ reimpressão: 2005
Páginas: 344








Sinopse:

O marido de Lamour Harrington morreu há dois anos. Desde então, Lamour deixou-se absorver pelo seu trabalho de arquiteta paisagista, mas nem sequer a criação de belas «salas» exteriores consegue devolver-lhe a paz interior. Quando é confrontada com uma horrível verdade sobre o marido que adorava, Lamour percebe que precisa de um lugar onde se reconciliar com a vida. Regressa à casa na costa amalfitana onde viveu com o pai durante os anos mais felizes da sua infância. Mas a casa das suas recordações contém os seus próprios segredos e obriga-a a enfrentar novas verdades sobre outro homem que amou em pequena. A morte do pai foi mesmo acidental? Ou esconderia alguma coisa que precipitou o seu desaparecimento precoce? Dividida entre dois homens misteriosos e irresistíveis, Lamour descobre que o passado tem formas de reaparecer quando menos se espera. E alguém quer assegurar-se que Lamour não revela os segredos daquele refúgio idílico e de sonho. Quando o passado e o presente colidem num clímax demolidor e cheio de suspense, Lamour deve encarar o que mais teme, para encontrar a coragem de viver a vida na sua plenitude. Regresso a Itália é um romance fascinante, que nos excita os sentidos e se lê de um fôlego.

Opinião:

Já há algum tempo que queria experimentar ler algo desta autora e finalmente consegui. Já supunha que seria um romance mais leve, sem ser uma história extraordinária mas que fosse agradável. E não me enganei.

É um livro que se lê bem, a escrita é bastante fluída, mas confesso que não me apaixonou como me apaixono tantas vezes aquando a leitura de livros mais leves.

No entanto, foi bem menos previsível do que estava à espera, conseguiu surpreender-me em mais do que um momento, gostei disso.

E se eu já tinha imensa vontade de visitar Itália, então agora foi multiplicada várias vezes. Gostei bastante das descrições (nada maçadoras) que a autora fez sobre as paisagens, gastronomia e tudo o resto.

É sem dúvida um livro que recomendo a quem aprecia o género. Foi uma leitura agradável mas que não me arrebatou.


sexta-feira, 27 de maio de 2016

The Cuckoo's Calling - Opinião

Título: The Cuckoo's Calling
Série: Cormoran Strike (#1)
Autor: Robert Galbraith (pseudónimo de J. K. Rowlling)
Edição/ reimpressão: 2013 








Sinopse:



Quando uma jovem modelo cai de uma varanda coberta de neve em Mayfair, presume-se que tenha cometido suicídio. No entanto, o seu irmão tem dúvidas quanto a este trágico desfecho, e contrata os serviços do detetive privado Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra - com sequelas físicas e psicológicas - e a sua vida está um caos. Este caso serve-lhe de tábua de salvação financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrio tudo se torna - e mais se aproxima de um perigo terrível...

Opinião:

Admito que depois de ter lido Uma Morte Súbita, o outro livro mais adulto de J.K. Rowlling, não tinha muita curiosidade para ler este livro. Mas como gosto sempre de ter um ebook em andamento, lá decidi pegar neste. Fiquei logo surpreendida, não achei a leitura maçadora em nenhum momento, até fui achando interessante.

Gostei muito de Strike, o detective privado, e de Robin, a sua "ajudante". Relativamente ao desfecho, a verdade é que desconfiei logo, mesmo no início, qual seria. O que achei muito estranho, porque geralmente os meus palpites não são muito certeiros. 

Gostei bem mais deste livro do que de Uma Morte Súbita. No entanto, sinto que não aproveitei a leitura ao máximo, uma vez que li em ebook e em inglês, o que fazia com que tivesse uma certa preguiça em lhe pegar. A leitura acabou por se extender durante dois meses, portanto não estive tão empenhada como numa leitura mais rápida. Mas é um livro que recomendo. Vou sem dúvida querer ler o próximo livro da série.



segunda-feira, 23 de maio de 2016

22/11/63 - Opinião




Título: 22/11/63
Autor: Stephen King
Editor: Bertrand Editora
Edição/ reimpressão: 2011
Páginas: 900

Sinopse:


Dallas, 22/11/63: três tiros são disparados. O presidente John F. Kennedy está morto.

Quando o seu amigo lhe propõe que atravesse um túnel do tempo para regressar ao passado com uma missão especial, Jake fica completamente arrebatado. A ideia é impedir que Oswald mate o presidente Kennedy. Jake regressa a uma América apaixonante e começa uma nova vida no tempo de Elvis, dos grandes automóveis americanos e de gente a fumar. O curso da História está prestes a mudar…

  

Opinião:

Foi quando saiu a mini-série televisiva que tive conhecimento deste livro. Como pensei que até gostava de ver a série lá decidi que queria ler antes o livro.

Confesso que o início não me cativou por aí além, gostei da escrita do autor (muito mais do que em Misery, o outro livro dele que já li), mas a história não me agarrou logo. O facto de ir lendo e ver que ainda tinha tantas páginas pela frente atrasou bastante a minha leitura, apesar de ir lendo um bocado todos os dias. Mas depois a história começou a ficar bem mais interessante e então a partir do início do romance fez o "clic". Sim, eu adoro romances nas histórias. Mas não se preocupem, o livro não fica resumido a isso, bem pelo contrário, há muitas coisas a acontecer. 

Achei este livro muito, muito bom (até anotei algumas partes com post-it). Stephen King escreveu sobre viagens no tempo de uma maneira bastante realista, com bastante naturalidade, fazendo pensar que poderia ser possível. Não deixou pontas soltas, pelo menos que eu notasse eheh. É um livro bastante completo, tem política, decisões difíceis, ação, romance e muito mais. E apesar de não me agarrar logo, não se tornou chato em nenhum momento. 


Gostei muito de Jake, achei-o uma pessoa realmente excecional, assim como Sadie. Também gostei bastante do final, acredito que não seja o ideal mas acho que seria o mais credível de todos. 

É uma leitura que recomendo vivamente, ensinou-me um pouco de história e política, mas nunca se tornando cansativo. E a escrita é realmente fantástica.