sábado, 23 de julho de 2016

Julieta - Opinião

Título: Julieta
Autor: Anne Fortier
Editor: Planeta
Edição/ reimpressão: 2010
Páginas: 512










Sinopse:

O que aconteceria se o casal de amantes mais célebre e infeliz da literatura universal, Romeu e Julieta, imortalizados pelo poeta inglês W. Shakespeare, tivessem de facto existido?
Julieta, um ambicioso e sedutor romance, segue a odisseia de uma jovem que descobre que as origens da sua família remontam aos amores frustrados dos dois maiores amantes da literatura: Romeu e Julieta.
Quando Julie Roberts herda a chave de um cofre em Siena, Itália, dizem-lhe que conduzi-la-á a um tesouro de família. A jovem lança-se numa jornada tortuosa e perigosa, mergulhando na história da sua antepassada Julieta, cujo amor lendário por um jovem chamado Romeu abanou os alicerces da Siena medieval.
À medida que Julie se cruza com os descendentes das famílias envolvidas no inesquecível conflito familiar de Shakespeare, começa a perceber que a conhecida maldição – «Malditas sejam as vossas casas!» – continua actual e que ela é o alvo seguinte. Parece que a única pessoa capaz de salvar Julie é Romeu – mas onde está ele?
 


Opinião:

Desde que ouvi falar deste livro que fiquei com imensa vontade para o ler. Apesar de nunca ter lido Romeu e Julieta de Shakespeare, conhecia a história em traços gerais. 

Estava à espera que este romance fosse leve, que fosse aquele livro romântico que de vez em quando sabe bem ler, sem muitas intrigas nem reviravoltas. Não estava bem certa. Apesar de este livro ser muito fácil de se ler, e de a história fluir bastante bem, não é só composto por romance e pelo esperado conflito entre famílias. Não, este livro vai bem mais para além disso. É divertido, mas também tem muito mistério, ação e revelações surpreendentes. Para mim, pelo menos, foram. Fiquei bastante surpreendida em alguns momentos. Também gostei muito do desenvolvimento da relação de Julie com a irmã.

Acho que não tenho nada de negativo a apontar a este livro. Foi uma leitura deliciosa, que recomendo vivamente.



quarta-feira, 20 de julho de 2016

Seeker - Opinião

Título: Seeker - O Clã dos Guardiões
Série: Seeker #1
Autor: Arwin Elys Dayton
Editor: Edições ASA - 1001 Mundos
Edição/ reimpressão: 2015
Páginas: 436








Sinopse:

Na noite em que prestar juramento, a jovem Quin Kincaid irá tornar-se aquilo para que treinou toda a vida. Irá tornar-se um Seeker. Este é o seu legado, e é uma honra. Como Seeker, Quin irá lutar ao lado dos seus dois companheiros mais chegados, Shinobu e John, para proteger os fracos e os injustiçados. Juntos, eles representarão a luz num mundo sombrio. E ficará com o rapaz que ama - que também é o seu melhor amigo. Mas na noite em que Quin presta juramento, tudo muda... ser Seeker não é o que ela pensava. A sua família não é o que ela pensava. Nem o rapaz que ela ama é quem ela pensava. E agora é demasiado tarde para fugir.

Opinião:

Desde que este livro saiu que me despertou a atenção, tanto pelo título, como pela sinopse. Parecia-me um livro de fantasia bastante promissor.

A verdade é que nem as personagens nem a história em si me marcaram, não me consegui relacionar com nada. Não percebo como Shinobu e Quin podem treinar toda a sua vida para serem Seekers sem nunca ninguém lhes dizer realmente em que é que isso consiste, principalmente os pais. Não consegui gostar muito da Quin, poderia ter resolvido as coisas facilmente. A personagem que ainda me interessou mais foi John, mas também teve algumas atitudes que estragaram tudo.

Não achei a história chata ou aborrecida, li a um ritmo razoável, mas simplesmente não me convenceu. Não tenciono continuar a trilogia.


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Nove Mil Dias e Uma Só Noite - Opinião

Título: Nove Mil Dias e Uma Só Noite
Autor: Jessica Brockmole
Editor: Editorial Presença
Edição/ reimpressão: 2013
Páginas: 256









Sinopse:

Março de 1912. A jovem poetisa Elspeth Dunn nunca saiu da remota ilha escocesa de Skye, onde vive, e é com grande surpresa que recebe a primeira carta de um admirador do outro lado do Atlântico. É o início de uma intensa troca de correspondência que culminará num grande amor. Subitamente, a Europa vê-se envolvida numa Guerra Mundial, e o curso normal das vidas é abruptamente interrompido.
Junho de 1940. O Velho Continente vive mais uma vez o tormento de um conflito mundial e uma nova troca epistolar incendeia os corações de dois amantes, desta vez o de Margareth, filha de Elspeth, e o do jovem piloto da Royal Air Force por quem se apaixonou. Cheio de glamour e de pormenores de época, este romance faz a ponte entre as vidas de duas gerações - os seus sonhos, as suas paixões e esperanças -, e é um testemunho do poder do amor sobre as maiores adversidades.
Primeiro livro da autora, um romance único que faz a ponte entre duas gerações - os seus sonhos, as suas paixões e esperanças e as duas Guerras Mundiais. Um testemunho do poder do amor sobre as maiores adversidades.
 


Opinião:

Desde que este livro saiu que me despertou a atenção, tanto pela capa, como pela sinopse, e mais tarde, também pelas opiniões positivas.

Foi o primeiro romance epistolar que li. Gostei, achei engraçado, mas acho que se perde algumas informações importantes, por exemplo a nível dos sentimentos das personagens.

Gostei bastante da história, principalmente do desenvolvimento da relação entre Elspeth e David, nada apressada e completamente natural. 

É uma história de amor bastante bonita e real, com alguns toques de acontecimentos das guerras mundiais, que também é um assunto sobre o qual gosto muito de ler. Recomendo vivamente a sua leitura.



terça-feira, 12 de julho de 2016

Porque Escolhi Viver - Opinião

Título: Porque Escolhi Viver
Autor: Yeomni Park
Editor: Objetiva
Edição/ reimpressão: 2015
Páginas: 320







Sinopse:

A história real de uma norte-coreana que fugiu para conseguir viver. Cresceu a pensar que era normal ver cadáveres na rua a caminho da escola. Que era normal comer plantas selvagens para calar o estômago. Que era normal ver os vizinhos "desaparecer". Aos 13 anos, quando a fome e a prisão do pai tornaram o futuro impossível, Yeonmi e a família tomaram a decisão arriscada de fugir. Arriscaram morrer porque escolheram ser livres. Porque escolheram viver.

Opinião:

Este livro foi-me oferecido no meu aniversário no ano passado. Na altura ainda não tinha ouvido falar dele, mas mal vi do que se tratava fiquei com muito interesse. Entretanto já fui vendo algumas opiniões e cada vez tinha mais a certeza que merecia ser lido e depressa.

E merece mesmo. Esta é a história de Yeomni Park, uma rapariga norte-coreana que devido às dificuldades passadas no seu país decidiu fugir com a sua família. O livro está dividido em três partes: a vida passada na Coreia do Norte, repleta de fome, injustiças, supressão e mentiras; a fuga para China, que não se demonstrou tão libertadora como parecia; e a chegada à Coreia do Sul, onde apesar de haver uma nova esperança nem tudo é fácil.

É um livro excelente, cheio de relatos verdadeiros sobre as dificuldades passadas na Coreia do Norte e por quem tenta de lá sair. É triste, horrível e repulsivo por um lado, mas também é bastante esclarecedor e inspirador. Yeomni foi bastante corajosa, e conseguiu superar tudo o que foi vivendo, mas temos de nos lembrar que há milhões que permanecem na Coreia do Norte e muitos outros que continuam "presos" na China. 

Acho que este é um livro que todas as pessoas deveriam ler. Deixo-vos um vídeo em que a Yeomni fala um pouco sobre tudo o que passou.




sexta-feira, 8 de julho de 2016

Porque é que as Estrelas Brilham? - Opinião

Título: Porque é que as Estrelas Brilham?
Autor: Marta Sena Felismino
Editor: Chiado Editora
Edição/ reimpressão: 2016
Páginas: 66








Sinopse:


"João era um miúdo sem amigos e ridicularizado por ser diferente dos outros.

No entanto, a sua sorte muda quando o Reino das Fadas e das Estrelas lhe pede ajuda para salvar a alegria do céu escuro da noite...
Sabes o que dá alegria ao céu no escuro da noite?"



Opinião:

Este livro foi-me enviado em parceria com a Chiado Editora. Já há algum tempo que não lia um livro infantil por isso achei que seria interessante lê-lo neste momento.

É uma história infantil, fofinha e que ensina aos mais pequenos (a aos mais crescidos) que por muito que sejam gozados ou postos de parte, podem vir a ser muito importantes, todos têm o seu valor.

A escrita é adequada ao público alvo. Achei só que, para livro infantil deveria ter mais imagens. Ainda tem algumas, e como disse já não leio um livro do género há algum tempo. Mas acho que o que atrai mais as crianças são as ilustrações, e neste livro há várias páginas seguidas sem nenhuma, o que acho que se pode tornar algo aborrecido para os mais novos.

É um livro que recomendo, principalmente aos mais pequenos




quarta-feira, 6 de julho de 2016

Maratona CineVerão

Olá a todos

Mais uma maratona em que me inscrevi, mas desta vez não é de livros, mas sim de filmes. 



Ultimamente não tenho visto muitos filmes, e há muitos que ainda quero ver, por isso decidi participar na Maratona CineVerão para me incentivar a ver mais alguns.

Esta iniciativa foi criada pela Catarina do blog Sede do Infinito e decorre entre 1 de Julho e 30 de Setembro. Tem um total de 30 categorias, o que significa 2 a 3 filmes por semana. O objetivo é vermos filmes (mais do que o habitual) que completem as seguintes categorias:


Não devemos usar o mesmo filme para mais do que uma categoria, embora isto possa acontecer em último caso. Os filmes que vemos devem ser filmes que nunca vimos.

Vou atualizando o meu progresso no grupo do facebook dedicado a este desafio. Aqui no blog, devo falar-vos do meu progresso no final do mês.



segunda-feira, 4 de julho de 2016

Segundo a Lei da Arma - Opinião

Título: Segundo a Lei da Arma
Autor: José Casado Alberto
Editor: Chiado Editora
Edição/ reimpressão: 2015
Páginas: 206








Sinopse:


O Corvo sobrevoava o deserto do Novo México. Atraído pelo chamamento do sangue, chegou a uma solitária montanha pintada em tons alaranjados. Abaixo, três figuras: um fora da lei, um ranger e um caçador de recompensas— três representantes do melhor e do pior que a espécie humana tem para oferecer— dançavam uma dança tão antiga como a própria existência: a dança da morte.
Texas Red. Filho perdido do povo Navajo e criminoso sanguinário, produto das tragédias que assolaram o seu povo.
Olhos-Azuis. Personificação estóica do velho oeste e da ideia de que as leis apenas existem porque homens poderosos asseguram a sua existência.
Forasteiro de Negro. Sádico e desprovido de quaisquer escrúpulos. Ele cospe na face das leis da sociedade e obedece apenas ao seu depravado e rígido código moral.

No final do dia, estes três homens demonstrarão que quando o homem despe as ilusões efémeras da sociedade apenas uma lei sobrevive— A Lei da Arma.

Opinião:

Este livro foi-me enviado em parceria com o autor e a editora.

Acho que a capa deste livro está muito bem conseguida: é apelativa e tem tudo a ver com a história. A ação passa-se em pouco tempo, dois dias no máximo e é-nos contada do ponto de vista de três personagens e de mais um elemento. 

Achei a história interessante mas penso que podia ter sido mais desenvolvida, acho que podia ir um pouco mais além, tanto no que leva às atitudes dos personagens como nos assuntos abordados - racismo, preconceito, invasão.

Um aspeto que acho que deveria ser tomado em atenção é que no início de cada parte/ ponto de vista tem uma citação em inglês. Visto que é um livro escrito em português, penso que poderiam pelo menos colocar uma nota com a tradução.

Gostei do livro, recomendo a quem gosta de livros de ação.