Título: Paula
Autor: Isabel Allende
Ano de publicação: 1994
Sinopse:
Esta obra de Isabel Allende possui e prossegue duas qualidades essenciais à sua narrativa e ao seu estilo literário: a densidade e a intensidade.
Sendo uma representação do sofrimento e das memórias, Paula é um documento multi-biográfico, como de resto são em grande parte os seus outros romances, e neste se configura como uma viagem dupla em presença do estado comático da filha e da acumulação das experiências de outras dores, entremeadas de alegrias, da mãe.
Paula é tanto um diálogo à cabeceira de uma doente clinicamente privada de consciência, como um solilóquio de grandeza e fragilidade, a tentativa de unir a ideia do amor como única ponte de salvação humana, a realidade do sofrimento tantas vezes absurdo e indecoroso.
Opinião:
Já há alguns anos que não lia nada de Isabel Allende, mas andava já com muita vontade de o fazer. Aproveitei então que o país vencedor da última etapa do desafio A Volta ao Mundo Em Livros do ano passado foi o Chile, para voltar a esta autora, embora num registo bastante diferente do que já tinha lido.
Paula é um livro biográfico, que surgiu enquanto Paula, a filha de Isabel Allende, adoeceu gravemente. Isabel começou então a escrever para a filha, desabafando, mas também contando como tinha sido a sua vida e dos seus familiares.
Se por um lado foi um livro muito interessante, porque fiquei a conhecer um pouco sobre o Chile e também sobre a autora, também foi um livro pesado em termos emocionais, uma vez que acompanhamos uma mãe a ver a sua filha definhar e não poder fazer nada.
Apesar de ser um registo bem diferente, a escrita de Isabel Allende é muito envolvente. Gostei muito, e recomendo a sua leitura.