
Título: O Duplo
Autor: Fiódor Dostoiévski
1ª Publicação: 1846
Sinopse:
Dostoiévski publicou O Duplo em 1846, quando contava apenas 24 anos, poucos meses depois da publicação do seu primeiro romance Gente Pobre. Muitas das suas inquietações estão já presentes nesta história de um funcionário público obcecado pela existência de um colega, réplica de si próprio, que lhe usurpa a identidade, acabando por levá-lo à insanidade mental e à ruptura com a sociedade. A afirmação da liberdade individual contra instituições e normas existentes é precisamente o tema chave deste romance, ainda que sobressaia a compaixão pela condição dos humilhados, outra recorrência na obra do autor. Este romance é um caso de ruptura com convenções literárias, intensamente criativo, com uma riqueza a nível dos recursos estilísticos, que Nabokov comparou aos de James Joyce.
Opinião:
Finalmente, estreei-me a ler autores russos. Já não era sem tempo! Sabia que queria ler algo deste autor, e numa ida à biblioteca optei por trazer "O Duplo", um dos livros mais fininhos.
Gostei, foi uma leitura mais fluída e interessante do que estava à espera.
No entanto não gostei muito dos diálogos, uma vez que contêm muitas repetições. Para além de repetirem a mesma ideia mais do que uma vez, também dizem os dois primeiros nomes da pessoa com quem estão a falar várias vezes na mesma fala. Não sei se isto era típico da cultura russa ou se é só neste livro, mas a verdade é que quebram o ritmo da leitura e a tornam um pouco mais confusa.
Foi um livro interessante, mas não acho que o tenha percebido na sua totalidade. Tenciono ler mais livros do autor.













