quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Sete Anos no Tibete - Opinião

Sete Anos no Tibete

Título: Sete Anos no Tibete
Autor: Henrich Harrer
Ano de publicação: 1952


Sinopse:

No início da Segunda Guerra Mundial, Heinrich Harrer, cidadão austríaco, alpinista famoso, foi capturado pelos Ingleses durante uma expedição aos Himalaias. Internado num campo de prisioneiros na Índia, conseguiu fugir e, viajando a pé em pleno Inverno, logrou chegar a Lassa, a cidade proibida do Tibete. Aí permaneceu sete anos: aprendeu a língua e tornou-se um profundo conhecedor do Tibete e dos Tibetanos. Amigo e preceptor do então jovem Dalai Lama, acompanhou-o até à Índia aquando da invasão do Tibete pela China comunista.
Este livro, que é já hoje um clássico, relata-nos essa experiência extraordinária de um homem que logrou penetrar no mais fundo da alma do Tibete e do seu povo.

Opinião:

Tinha este livro cá em casa há anos. Tenho mais 4 livros desta coleção, que já tinha lido muito antes, não tendo gostado partticularmente de nenhum. Como este era o maior, foi ficando sempre à espera da sua vez. Até agora.

E que agradável surpresa. Estava à espera que, por ser um livro de viagens, se tornasse um pouco maçador. Mas não, lê-se bastante bem e nunca fiquei aborrecida.

Não sabia nada sobre o Tibete nem sobre Dalai Lama, apenas o nome. E, com este livro, aprendi muito sobre este país, a sua cultura, os seus hábitos e sobre esta Encarnação.

Recomendo bastante.


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O Mundo de A Guerra dos Tronos - Opinião


Apesar de gostar bastante tanto dos livros como da série de A Guerra dos Tronos, não tinha grande expectativas relativamente a este livro em particular. Mas ofereceram-mo e portanto lá pude tirar as minhas conclusões. Quando estava perto de estrear a sétima temporada comecei a ficar novamente entusiasmada com este mundo, e achei que era a altura perfeita para iniciar este livro.

O que se destaca são, sem dúvida, as imagens. São lindíssimas, pertinentes e estão presentes em quase todas as páginas, o que torna o livro ainda mais interessante.



Está dividido em várias partes, cada uma delas apresentada com uma imagem em duas páginas e o título.



Tem também sempre um mapa da região que nos vai ser apresentada a seguir.




Quanto ao texto, é-nos contada a história de como surgiu este mundo e o que se foi passando ao longo das diferentes épocas. Apresenta-nos nãos só os Sete Reinos mas todos os outros locais também mais afastados. Houve algumas partes que achei mais interessantes do que outras, mas o que mais gostei foi conhecer como os Targaryen governaram durante tanto tempo.

Recomendo a quem é verdadeiramente fã deste mundo e desta história.



sábado, 23 de setembro de 2017

À Espera de Um Milagre - Opinião

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Título: À Espera de Um Milagre
Autor: Stephen King
Ano de publicação: 1996

Sinopse:

Em À Espera de um Milagre, Stephen King cria uma galeria de personagens e constrói uma trama, um suspense que se passa no corredor da morte. Originalmente lançado em seis volumes, com o título de O Corredor da Morte, este livro marcou uma experiência inédita de Stephen King na literatura. King contou com a participação dos leitores que esperavam mais uma etapa da história de Paul Edgecombe. São estes seis volumes que foram reunidos neste exemplar. 

Opinião:

Já tinha ouvido falar muito bem do filme À Espera de Um Milagre e fiquei com muita curiosidade para o ver. Depois vim a saber que era uma adaptação de um livro de Stephen King e decidi que tinha de o ler primeiro. 

A verdade é que me custou bastante a entrar na história, achei que demorou muito a desenvolver, defenitivamente não foi um livro que me agarrou desde o início. Não sei se ter lido em ebook e em inglês influenciou a que assim fosse, mas penso que não.

No entanto, lá para meio do livro começaram a acontecer mais coisas, comecei a perceber o sentido do livro e apreciei muito mais a leitura.

Gostei do livro, o final foi muito bom, mas o início fez com que não conseguisse adorar a leitura.




O FILME

1999

Com o filme já foi um pouco diferente, já sabia ao que ia, e apesar de ser bastante longo (tem cerca de 3 horas) acaba por ser muito mais rápido do que uma leitura. Achei que foi muito bem adaptado e está muito bem feito, apesar de o início também ser um pouco lento, acho que consegue chamar mais a atenção. Adorei o filme, recomendo a todos.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A Quinta dos Animais - Opinião

A Quinta dos Animais


Título: A Quinta dos Animais
Autor: George Orwell
Ano de publicação: 1945

Sinopse:

Cansados da exploração a que os humanos os sujeitam, os animais revoltam-se e tomam o poder na Quinta do Infantado. Libertos da escravatura, organizam-se sob uma única lei: todos os animais são iguais. Rapidamente, no entanto, começam a surgir abusos de poder e os ideais da revolução são esquecidos. Após a sua experiência na Guerra Civil de Espanha, George Orwell quis alertar para a forma como a União Soviética de Estaline estava a corromper os ideais socialistas. Fê-lo através desta fábula distópica, projectando nos animais as inclinações mais obscuras das sociedades humanas.

Opinião:

George Orwell era um autor que queria muito ler, principalmente A Quinta dos Animais e 1984. Aproveitei esta maravilhosa iniciativa da Visão e comecei por este.

Gostei da escrita do autor e achei a história interessante. Foi muito inteligente da parte de George Orwell a forma como fez a crítica ao que se estava passar na altura. Mas acho que ainda continua a ser atual, uma vez que nos mostra que quando alguém chega ao poder, por muito boas intenções que tivesse, vai acabando por perdê-las e só fica satisfeito quando esse poder vai aumentando cada vez mais.

Gostei, é um clássico curto que se lê bastante bem. Recomendo.




terça-feira, 19 de setembro de 2017

E As Montanhas Ecoaram - Opinião

E as Montanhas Ecoaram

Título: E As Montanhas Ecoaram
Autor: Khaled Hosseini
Ano de publicação: 2012

Sinopse:

1952. Em Shadbagh, uma pequena aldeia no Afeganistão, Saboor é um pai que um dia se vê obrigado a tomar uma das decisões mais difíceis da sua vida: vender a filha mais nova, Pari, a um casal abastado em Cabul e assim poder continuar a sustentar a restante família. A separação é particularmente devastadora para Abdullah, o irmão mais velho que cuidou de Pari desde a morte da mãe de ambos. Nenhum dos dois imaginava que aquela viagem até à capital iria instalar um vazio nas suas vidas que seria capaz de atravessar décadas e quilómetros e condicionar os seus destinos... 

Opinião:

Só ouvia maravilhas deste autor e, como tinha este livro na estante, decidi finalmente dar início à leitura.

Gostei da escrita do autor, é simples e envolvente, no entanto, estava à espera de um pouco mais da história. Cada capítulo foca-se sempre numa personagem diferente do anterior. E embora acabem por estarem todos interligados, não são tão seguidos e lineares como esperava. Às vezes queria saber o que aconteceria àquela personagem a seguir, mas a maioria das vezes só ficava a saber o que se estava a passar decorridos vários anos. Este aspecto acabou por quebrar um pouco o meu ritmo de leitura. 

É  uma história interessante mas que não me apaixonou completamente. Mas vou sem dúvida querer ler outros livros do autor.




sábado, 16 de setembro de 2017

Azul é a Cor Mais Quente

Blue Is the Warmest Color

Título: Azul é a Cor Mais Quente
Autora: Julie Maroh
Ano de publicação: 2010

Sinopse:

Originalmente publicado em França como Le bleu est une couleur chaude, Blue is the Warmest Color é uma novela gráfica sobre o crescimento, o enamoramento e a "saída do armário". Clementine é uma normal estudante do liceu: tem amigos, família e a atenção dos rapazes da escola. Quando um amigo, deliberadamente gay, a leva a sair pela cidade, ela vagueia por um bar lésbico onde encontra Emma: uma rapariga confiante, de cabelo azul. A atração é imediata e elétrica e Clementine envolve-se numa relação que vai testar as suas amizades, família e as suas ideias sobre si mesma e a sua identidade.

Opinião: 

Há muito tempo que ouvia falar muito bem desta Graphic Novel, vi muitas opiniões de que era uma das melhores histórias de amor. 

No entanto eu não concordo completamente. É uma história de amor LGBT, entre duas mulheres, mas não foi isso que me fez não gostar assim tanto do livro. Achei que havia demasiadas traições na história e também achei que a relação das duas poderia ter sido mais desenvolvida, houve poucos momentos em que estiveram juntas.

A maneira como acabou também não me convenceu muito, achei um pouco desnecessário. Mas é um livro que se lê bem e tem algumas partes bonitas.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Mulheres de Cinza - Opinião

Mulheres de Cinza

Título: Mulheres de Cinza
Autor: Mia Couto
Ano de publicação: 2015

Sinopse:


Mulheres de Cinza é o primeiro livro de uma trilogia sobre os derradeiros dias do chamado Estado de Gaza, o segundo maior império em África dirigido por um africano. Ngungunyane (ou Gungunhane, como ficou conhecido pelos portugueses) foi o último de uma série de imperadores que governou metade do território de Moçambique. Derrotado em 1895 pelas forças portuguesas comandadas por Mouzinho de Albuquerque, Ngungunyane foi deportado para os Açores onde veio a morrer em 1906. Os seus restos mortais terão sido trasladados para Moçambique em 1985.

Existem, no entanto, versões que sugerem que não foram as ossadas do imperador que voltaram dentro da urna. Foram torrões de areia. Do grande adversário de Portugal restam areias recolhidas em solo português.
Esta narrativa é uma recreação ficcional inspirada em factos e personagens reais.

Serviram de fonte de informação uma extensa documentação produzida em Moçambique e em Portugal e, mais importante ainda, diversas entrevistas efectuadas em Maputo e Inhambane.


Opinião:

Mia Couto era um dos muitos autores tão conhecidos e conceituados de quem nunca tinha lido nada, mas que tinha interesse em fazê-lo. Comecei então por Mulheres de Cinza

Gostei da escrita do autor, mas confesso que esperava um pouco mais da história em si. Gostei de conhecer mais da realidade de Moçambique do século XIX. No entanto gostava de ter visto mais "sentimento" por parte das personagens e que tivesse havido um pouco mais de ação.

Apesar de ter aprendido com o livro e de ter gostado da escrita, não tenho a certeza se continuarei a trilogia. No entanto, vou querer experimentar outras histórias diferentes de Mia Couto.