quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Filmes de Janeiro de 2017

Janeiro não correu assim tão mal em termos de filmes:

A Luz Entre Oceanos


Depois de ler o livro, quis ver o filme. Não é uma adaptação perfeita, mas gostei bastante.

Classificação: 7*

A Rapariga Dinamarqueza


Que filme! Confesso que não tinha uma vontade enorme de ver este filme, mas a verdade é que me arrebatou desde o início. Adorei a interpretação dos atores e a história em si.

Classificação: 7*

Mestres da Ilusão 2

Mestres da Ilusão 2 Poster

É um filme interessante, que surpreende e entretém.

Classificação: 6*

Australia

Austrália Poster

Apesar de a parte inicial não me ter cativado muito, comecei a gostar bem mais com o decorrer do filme.

Classificação: 6*

Milagre no Rio Hudson


Outro filme muito bom! O acontecimento foi mesmo um milagre e acho que o filme retrata muito bem não só o evento em si mas também as suas consequências.

Classificação: 7*




terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Leituras de Janeiro de 2017

Olá, olá

E já estamos no final do primeiro mês do ano! Venho então mostrar-vos as minhas leituras de Janeiro de 2017.

Martim Vilim da Melroeira de Francisco Queiroz 


Um livro infantil, interessante dentro do género. Dei 4 estrelas.

Scarlet de Marissa Mayer


Scarlet (The Lunar Chronicles, #2)

Este é o segundo livro da série As Crónicas Lunares. E aconteceu basicamente o mesmo que com Cinder, o primeiro volume. Nas primeiras páginas (talvez metade do livro) a história não me estava a cativar, pensei mesmo em desistir, mas depois a ação foi-se tornando cada vez mais interessante e valeu a pena ter continuado a leitura. Dei 3 estrelas.

Portugueses nos Campos de Concentração Nazis de Patrícia Carvalho


Um livro muito interessante que junta um tema sobre o qual gosto muito de ler, o holocausto, e os portugueses. Dei 4 estrelas.

O Conde de Monte Cristo (vol. 1 e 2) de Alexandre Dumas


Esta foi uma leitura que me acompanhou o mês inteiro, e foi sem dúvida a melhor. A minha versão está dividida em dois volumes, cada um bem grandinho, mas não foi por isso que a leitura foi menos praserosa de se fazer. Gostei bastante, acho que é o meu clássico preferido. Merece sem dúvida as 5 estrelas.



sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Portugueses nos Campos de Concentração Nazis - Opinião



Título: Portugueses nos Campos de Concentração Nazis
Autor: Patrícia Carvalho
Ano de publicação: 2015


Sinopse:

Toda a verdade sobre os portugueses deportados para os campos de concentração nazis.

Portugal adoptou uma posição neutral durante a Segunda Guerra Mundial, mas isso não significa que os seus cidadãos se tenham mantido à margem do conflito que devastou a Europa pela segunda vez no mesmo século, depois da guerra de 1914-1918. Ao mesmo tempo que, no território nacional, se desenvolviam as contradições de uma política espartilhada entre alguma simpatia por Adolf Hitler e a antiga amizade com Inglaterra, com Salazar a fazer tudo para manter o país fora do conflito, os portugueses que tinham emigrado para França sentiam na pele os efeitos da ocupação, dos bombardeamentos e das prisões.
Enquanto Lisboa era solo fértil para os espiões, e os refugiados que conseguiam ultrapassar os entraves da política salazarista aguardavam por um barco que os levaria para outros destinos, havia portugueses a juntarem-se à Resistência ou a serem apanhados em buscas a aldeias francesas, que culminavam na detenção de todos os homens que não fossem jovens ou velhos demais para trabalhar a favor do esforço de guerra alemão.
Enquanto Portugal era palco de trocas de prisioneiros de guerra, alguns portugueses desapareciam no sistema de campos de concentração nazis.
Este livro precioso resulta de uma investigação que deu também origem à reportagem homónima publicada em 2014 pelo jornal, vencedora, entre outros, do prémio Melhor Reportagem Multimédia, atribuído nesse ano pelo Observatório do Ciberjornalismo. O objectivo dessa reportagem foi, em primeiro lugar, descobrir se tinham existido portugueses nos campos de concentração e, em segundo, confirmada a sua existência, contar as suas histórias. Este é um trabalho fundamental, que dá a conhecer factos inéditos sobre os portugueses que, nascidos de norte a sul do país, tiveram passagem, muitas vezes fatal, pelos infames campos disseminados pelo nazismo.
Com fotografias do premiado fotojornalista Nelson Garrido.

Opinião:

Hoje é dia de recordar e homenagear as vítimas do Holocausto. É então a altura ideal para vos vir falar sobre este livro que junta este tema e a história de Portugal.

Portugal declarou-se neutro, na altura da 2ª Guerra Mundial, tendo assim a maioria dos portugueses escapado às terríveis consequências da guerra sofridas por toda a europa. No entanto, houve alguns que não tiveram essa sorte e acabaram mesmo por ir para campos de concentração, independentemente da sua nacionalidade.

Admito que comprei o livro apenas pelo título, o tema interessa-me bastante e estar relacionado com portugueses ainda mais. Por isso, não sabia que era uma reportagem, da qual foi publicada em 2014 uma versão menos aprofundada no jornal Público. Este formato foi-me um pouco estranho no início, uma vez que está escrito de uma maneira bem diferente daquilo que costumo ler, mesmo que sejam livros de não ficção. No entanto achei bastante interessante, gostei muito de saber como portugueses foram parar aos campos de concentração nazis.

Acho importante referir dois pontos. O primeiro, é que nesta repostagem consideram portugueses pessoas que nasceram em Portugal, independentemente da nacionalidade dos pais e do tempo que cá permanecessem após o nascimento. O segundo é que apenas foram para os campos portugueses que estivessem noutros países, ou seja, nunca eram para lá mandados de Portugal.


(No início de cada capítulo tem algumas fotografias)


Foi um livro que apesar de tudo gostei e que me deu mais informação sobre o assunto. Recomendo a todos os que gostam do tema Holocausto.


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Persépolis - Opinião

Persépolis

Título: Persépolis 
Autor: Marjane Satrapi
1ª edição: 2003

Sinopse:

Com uma memória inteligente, divertida e comovente de uma rapariga que cresce no Irão durante a Revolução Islâmica, Marjane Satrapi consegue transmitir uma mensagem universal de liberdade e tolerância.
“Estamos em 1979 e, no Irão, sopram os ventos de mudança. O Xá foi deposto, mas a Revolução foi desviada do seu objetivo secular pelo Ayatollah e os seus mercenários fundamentalistas. Marjane Satrapi é uma criança de dez anos irreverente e rebelde, filha de um casal de classe alta e convicções marxistas. Vive em Teerão e, apesar de conhecer bem o materialismo dialético, ter um fetiche por Che Guevara e acreditar que consegue falar diretamente com Deus, é uma criança como qualquer outra, mergulhada em circunstâncias extraordinárias."

Opinião:

Esta não foi uma leitura premeditada. Em Novembro, fui à biblioteca buscar um livro de Isabel Allende para ler no desafio A Volta ao Mundo em Livros. Mas claro que não fui só a essa secção. Andei por lá, a ver que livros havia, quando me deparei com Persépolis. Como já tinha ouvido tantas opiniões positivas, decidi trazê-lo também.

Foi um livro que me ensinou bastante sobre o Irão, o país de Marjane, autora e protagonista. Foi bastante interessante nesse aspeto. No entanto, não foi uma história que me tenha marcado tanto como estava à espera.

É um livro que recomendo, principalmente a quem gosta de livros de não-ficção. Como é uma HQ, a leitura também se faz bem depressa.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Paula - Opinião

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Título: Paula
Autor: Isabel Allende
Ano de publicação: 1994

Sinopse:

Esta obra de Isabel Allende possui e prossegue duas qualidades essenciais à sua narrativa e ao seu estilo literário: a densidade e a intensidade. 
Sendo uma representação do sofrimento e das memórias, Paula é um documento multi-biográfico, como de resto são em grande parte os seus outros romances, e neste se configura como uma viagem dupla em presença do estado comático da filha e da acumulação das experiências de outras dores, entremeadas de alegrias, da mãe. 
Paula é tanto um diálogo à cabeceira de uma doente clinicamente privada de consciência, como um solilóquio de grandeza e fragilidade, a tentativa de unir a ideia do amor como única ponte de salvação humana, a realidade do sofrimento tantas vezes absurdo e indecoroso.

Opinião:

Já há alguns anos que não lia nada de Isabel Allende, mas andava já com muita vontade de o fazer. Aproveitei então que o país vencedor da última etapa do desafio A Volta ao Mundo Em Livros do ano  passado foi o Chile, para voltar a esta autora, embora num registo bastante diferente do que já tinha lido.

Paula é um livro biográfico, que surgiu enquanto Paula, a filha de Isabel Allende, adoeceu gravemente. Isabel começou então a escrever para a filha, desabafando, mas também contando como tinha sido a sua vida e dos seus familiares.

Se por um lado foi um livro muito interessante, porque fiquei a conhecer um pouco sobre o Chile e também sobre a autora, também foi um livro pesado em termos emocionais, uma vez que acompanhamos uma mãe a ver a sua filha definhar e não poder fazer nada.

Apesar de ser um registo bem diferente, a escrita de Isabel Allende é muito envolvente. Gostei muito, e recomendo a sua leitura. 


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Martim Vilim da Melroeira - Opinião



Título: Martim Vilim da Melroeira
Autor: Framcisco Queiroz
Ilustrador: Marta Vilarinho de Freitas
Editor: Chiado Editora

Sinopse:

Martim Vilim é um melro que se julga demasiado igual a tantos outros e quer conhecer animais realmente diferentes e especiais. Para isso, aventura-se numa viagem que o leva até à Transilvânia e na qual aprenderá como viajar só faz sentido se pudermos voltar ao lugar onde pertencemos e onde somos tão especiais e tão diferentes como todos os outros. Martim Vilim da Melroeira é um livro sobre valores como a amizade e o respeito pela diferença; um livro para fazer os adultos sorrir e as crianças sonhar. 

Opinião:

Este é um livro infantil que conta as aventuras de um melro que percorre o mundo em busca de animais diferentes.  Depois de conhecer tantos e de fazer vários amigos, percebe que cada um é diferente e especial à sua maneira.



Achei o livro bastante bonito, principalmente para os mais novos. E as ilustrações são maravilhosas.



Este livro foi-me enviado em parceria com a Chiado Editora.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A Luz Entre Oceanos - livro e filme


Título: The Light Between Oceans/ A Luz Entre Oceanos
Autor: M. L. Stedman

Sinopse:

1926. Tom Sherbourne é um homem que, regressado dos horrores da Primeira Guerra Mundial, aceita ocupar o posto de faroleiro numa remota ilha ao largo da costa oeste australiana. Os únicos habitantes de Janus Rock, Tom e a sua esposa Isabel vivem uma vida pacata, isolados do resto do mundo. Numa manhã de Abril dá à costa um barco que transporta um homem morto e um bebé que chora - mudando para sempre o destino do jovem casal. Só anos mais tarde vão descobrir as terríveis consequências da decisão que tomaram naquele dia - à medida que a verdadeira história daquela criança se revela… Esta é uma história sobre o bem e o mal, e de como por vezes se confundem.

Opinião:

Este era um livro que já queria ler há algum tempo, e desde que soube que iria haver filme, esta vontade ainda aumentou mais. No início de 2016 comecei a ler, em inglês, mas não devia estar com a disposição certa, porque não estava a conseguir entrar na história, por isso abandonei-o. Em Novembro decidi voltar a pegar-lhe e aí sim, dei-lhe toda a atenção que merecia.

Foi um livro que mexeu bastante comigo. É daquelas histórias que nos faz perder a noção do bem e do mal, do que é que está correto e do que está errado, o que é justo e o que não é. Houve momentos em que pensei que não havia maneira de terminar de uma forma justa, mas enganei-me, o final agradou-me bastante.

Adorei o Tom, sempre a querer fazer a coisa mais correta, independentemente do que isso lhe custasse. Já não posso dizer o mesmo da sua esposa Isabel, que apesar de ter gostado dela no início e no final até estar aceitável, pelo meio irritou-me profundamente.

Gostei mesmo muito do livro, e é uma leitura que recomendo a todos. Estou a escrever esta opinião agora, e ao relembrar a história acho que deveria ter dado as 5 estrelas, já que me marcou bastante, mas fica para uma releitura.



Filme



Já em Janeiro, vi a adaptação cinematográfica e não me desiludiu. Faltaram bastantes partes do livro, que o torna tão rico, mas para o filme passaram as partes principais sem dúvida. Gostei mais da Isabel do filme, já que não foi nem metade do que é no livro.

É um filme que recomendo a todos. Se não quiserem ler o livro,  dêem pelo menos uma opotunidade ao filme, acho que não se vão arrepender.