Título: O Rapaz do Pijama às Riscas
Autor: John Boyne
Editor: Bis - Leya
Edição/ reimpressão: 2013
Páginas: 186
Sinopse:
Bruno, de nove anos, nada sabe sobre a Solução Final e o Holocausto. Não tem consciência das terríveis crueldades que são infligidas pelo seu país a vários milhões de pessoas de outros países da Europa. Tudo o que ele sabe é que teve de se mudar de uma confortável mansão em Berlim para uma casa numa zona desértica, onde não há nada para fazer nem ninguém para brincar. Isto até ele conhecer Shmuel, um rapaz que vive do outro lado da vedação de arame que delimita a sua casa e que estranhamente, tal como todas as outras pessoas daquele lado, usa o que parece ser um pijama às riscas.
Opinião:
Confesso que não tinha ideias de ler este livro tão cedo, mas acabou por haver um imprevisto e lá lhe dei uma oportunidade. Tinha ido à biblioteca para requisitar "O Diário de Anne Frank", mas sou tão distraída que não verifiquei primeiro se estava disponível. Pois, não estava, e como não quis vir sem livro nenhum, quis trazer na mesma um livro que também se enquadrasse no Desafio Leituras do Holocausto. Este foi o que me veio logo à cabeça.
Apesar de ter gostado da escrita de uma forma geral, houve algumas coisas no livro das quais não gostei muito. Eu sei que é um livro infanto-juvenil, e relatar os factos tais como eles foram poderia não ser uma boa ideia. Mas acho que as coisas também foram abordadas demasiado superficialmente. Não gostei de o Hitler, ou Führer, ter sido tratado por Fúria, assim como Auschwitz ser Acho-Vil. Outro aspeto é que os horrores passados no campo de concentração quase não foram mencionados, a única coisa que se sabe é que são todos muito magros, infelizes e que vestem todos a mesma roupa. Também acho que decorrem muitas páginas a termos algum contato como o campo propriamente dito (só depois de metade do livro).
Acho que o autor tinha uma ótima oportunidade para explicar aos mais novos um bocadinho do que se passou num passado não tão longínquo, de uma maneira mais simples sim, mas acho que poderia ter sido mais explícito. Duvido que qualquer criança que leia este livro entenda alguma coisa do que se passou. Talvez esta minha ideia se prenda com o facto de ter visto o filme primeiro, que está muito melhor na minha opinião. Mostra mais coisas, tanto factos como emoções em si.
Não estou a dizer que o livro é mau, mas podia ser muito melhor, melhor aproveitado. Fiquei um pouco desiludida. No entanto, recomendo a sua leitura, seguida da visualização do filme :)
Sinopse:
Bruno, de nove anos, nada sabe sobre a Solução Final e o Holocausto. Não tem consciência das terríveis crueldades que são infligidas pelo seu país a vários milhões de pessoas de outros países da Europa. Tudo o que ele sabe é que teve de se mudar de uma confortável mansão em Berlim para uma casa numa zona desértica, onde não há nada para fazer nem ninguém para brincar. Isto até ele conhecer Shmuel, um rapaz que vive do outro lado da vedação de arame que delimita a sua casa e que estranhamente, tal como todas as outras pessoas daquele lado, usa o que parece ser um pijama às riscas.
Opinião:
Confesso que não tinha ideias de ler este livro tão cedo, mas acabou por haver um imprevisto e lá lhe dei uma oportunidade. Tinha ido à biblioteca para requisitar "O Diário de Anne Frank", mas sou tão distraída que não verifiquei primeiro se estava disponível. Pois, não estava, e como não quis vir sem livro nenhum, quis trazer na mesma um livro que também se enquadrasse no Desafio Leituras do Holocausto. Este foi o que me veio logo à cabeça.
Apesar de ter gostado da escrita de uma forma geral, houve algumas coisas no livro das quais não gostei muito. Eu sei que é um livro infanto-juvenil, e relatar os factos tais como eles foram poderia não ser uma boa ideia. Mas acho que as coisas também foram abordadas demasiado superficialmente. Não gostei de o Hitler, ou Führer, ter sido tratado por Fúria, assim como Auschwitz ser Acho-Vil. Outro aspeto é que os horrores passados no campo de concentração quase não foram mencionados, a única coisa que se sabe é que são todos muito magros, infelizes e que vestem todos a mesma roupa. Também acho que decorrem muitas páginas a termos algum contato como o campo propriamente dito (só depois de metade do livro).
Acho que o autor tinha uma ótima oportunidade para explicar aos mais novos um bocadinho do que se passou num passado não tão longínquo, de uma maneira mais simples sim, mas acho que poderia ter sido mais explícito. Duvido que qualquer criança que leia este livro entenda alguma coisa do que se passou. Talvez esta minha ideia se prenda com o facto de ter visto o filme primeiro, que está muito melhor na minha opinião. Mostra mais coisas, tanto factos como emoções em si.
Não estou a dizer que o livro é mau, mas podia ser muito melhor, melhor aproveitado. Fiquei um pouco desiludida. No entanto, recomendo a sua leitura, seguida da visualização do filme :)



































