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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Padeira de Aljubarrota - Opinião

Título: Padeira de Aljubarrota
Autor: Maria João Lopo de Carvalho
Editor: Oficina do Livro
Edição/ reimpressão: 2013
Páginas: 580










Sinopse:

Muitas histórias correram sobre a humilde mulher que, em 1385, numa aldeia perto de Alcobaça, pôs a sua extrema força e valentia ao serviço da causa nacional, ajudando assim a assegurar a independência do reino, então seriamente ameaçada por Castela. É nos seus lendários feitos e peripécias, contados e acrescentados ao longo dos tempos, que se baseia este romance, onde as intrigas da corte e os tímidos passos da rainha-infanta D. Beatriz de Portugal se cruzam com os caminhos da prodigiosa padeira de Aljubarrota, Brites de Almeida, símbolo máximo da resiliência e bravura de todo um povo.

Opinião:

Hoje é dia de Portugal, por isso nada melhor do que vos trazer a opinião de Padeira de Aljubarrota, o último livro que li, e que  está inteiramente relacionado com a história de Portugal.

Já há algum tempo que estava curiosa para ler este livro, lembro-me de que quando era pequena gostava muito da história da padeira de Aljubarrota, apesar de só saber a parte em que ela sozinha derrotou sete soldados.

Um aspeto que não gostei muito foi o facto de cada capítulo ser sobre o ponto de vista de uma personagem diferente do anterior, havendo por vezes um grande salto no tempo, principalmente na parte inicial. Tudo isto sem que nada nos fosse indicado no seu início. Por vezes só quando já tinha lido algumas frases ou até parágrafos é que ficava situada, o que fez com que ficasse um pouco confusa algumas vezes.

Mas tirando isto, gostei da escrita da autora e do desenvolvimento do livro. Adorei ficar a conhecer um pouco mais sobre esta época da nossa história: o fim da primeira dinastia e o início da segunda.

A minha personagem preferida foi a jovem Princesa/ Rainha Beatriz que apesar da sua posição, tinha muito respeito pelos outros. Foram os meus capítulos preferidos. Por outro lado, os capítulos sobre Brites, a nossa Padeira de Aljubarrota, desiludiram-me um pouco. É certo que passou por muito e que foi conseguindo superar os inúmeros obstáculos que se lhe apresentavam. Mas estava à espera que tivesse um pouco mais de amor por si própria e não se deixasse rebaixar por cada pessoa com a qual se cruzava. Todas as pessoas a repudiavam pelo seu aspeto físico e na maior parte das vezes ela não dizia absolutamente nada, era como se não ouvisse.

Foi um livro que gostei bastante e que recomendo vivamente a quem gosta de livros históricos, principalmente passados em Portugal.